30 / Outubro / 2018

5 passos para garantir a segurança dos dados em aplicativos de Saúde

Segurança dos dados em aplicativos de Saúde

Em tempos de transformação digital, a segurança dos dados é um dos temas mais sensíveis para diversos setores. Quando esses dados são extremamente pessoais e importantes para os usuários, como é o caso daqueles gerados pelos cada dia mais comuns aplicativos de Saúde, garantir que as inovações não causem risco se torna uma necessidade prioritária. 

“Imagine o furto de prontuários eletrônicos com números de registro médico, identificadores biométricos, dados de aplicativos de monitoramento ou de condição de saúde. Todas essas informações podem trazer grandes prejuízos aos pacientes se utilizadas de maneira incorreta”, explica o professor Wagner Sanchez, coordenador do MBA em health tech da Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap).

Em um cenário no qual aplicativos de Saúde são cada vez mais utilizados no dia a dia das organizações, inclusive como apoio à gestão, o tema ganha ainda mais fôlego. “Existem vários assuntos a serem tratados, com destaque para a segurança da rede, dos servidores e da base de dados”, afirma André Luiz Perin, coordenador do curso de análise e desenvolvimento de sistemas da Universidade Metodista de São Paulo. 

Um exemplo da dor de cabeça que representa a falta de segurança dos dados na Saúde aconteceu no fim de 2017 no Jones Memorial Hospital, da cidade de Wellsville, no estado de Nova York. A instituição, ligada à Universidade de Rochester, foi atacada por cibercriminosos e ficou offline durante uma semana até que o time de tecnologia da informação resolvesse o problema e recuperasse as informações. 

Para evitar problemas como esse, ou mesmo a total perda de dados valiosos, é preciso se atentar aos seguintes passos: 

  • Idoneidade do fabricante do aplicativo e atualizações: é importante que o usuário pesquise qual é a reputação do fabricante e se já houveram quebras de sigilos anteriores, explica Sanchez. Outro ponto importante é verificar com frequência se o aplicativo está atualizado. Aplicativos “antigos” ficam vulneráveis, pois novas fragilidades dos sistemas operacionais são descobertas constantemente; 
  • Cuidados a serem tomados pelo usuário: é preciso garantir que a origem dos aplicativos seja conhecida e íntegra. “Quando o usuário for um funcionário, é desejável que ele não utilize equipamentos pessoais nas instalações da empresa para trocar informações sensíveis. Além disso, também é importante que os aplicativos não armazenem informações em equipamentos que não sejam controlados”, explica Perin; 
  • Ferramentas de chat: para Perin, deve-se evitar a troca de informações de forma pública em chats, redes sociais e WhatsApp. Assim, é possível preservar a identidade dos envolvidos e evitar que essas ferramentas sejam utilizadas como porta de entrada para golpes e hackers. Sanchez, por sua vez, aconselha que os usuários fiquem atentos aos pedidos de acesso às informações. “Eles devem ler com atenção todas as solicitações dos aplicativos e, no caso de software desconhecido, não autorizar o acesso nem incluir dados”, aponta; 
  • Senhas: de acordo com o professor da Fiap, outro cuidado importante é em relação às senhas. É preciso conscientizar os usuários de que o uso de senhas triviais é um risco. “Dê preferência a senhas que não tenham conexões com seus dados pessoais”, sugere. 
  • Proteger as contas na nuvem: muitos usuários utilizam hoje algum tipo de ferramenta de computação em nuvem e o acesso normalmente está autorizado em todos os equipamentos utilizados pelo paciente. “Isso facilita que alguém possa acessar o equipamento para furtar os dados. Portanto, é preciso deixar a opção de autenticação ativa para que o usuário tenha que digitar a senha sempre que for acessar o dispositivo”, explica Sanchez. 

Com a atenção adequada a esses cuidados, a organização de Saúde - e também os pacientes - podem usufruir da agilidade e da facilidade de comunicação que provém do uso de aplicativos. É fundamental, portanto, estabelecer uma visão direcionada a esses pontos, fornecendo investimentos e soluções necessárias para garantir um ambiente seguro. 

eBook: Saúde digital e o uso de aplicativos de apoio à gestão

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