25 / Setembro / 2018

6 passos para otimizar a rotina em centros de medicina diagnóstica

Medicina Diagnóstica

Tecnologia e metodologias de gestão são fundamentais, mas gestor não pode esquecer do aspecto humano de seus colaboradores, garantindo segurança e ambientes de trabalho adequados

 

Exames de imagem são um dos principais pontos de apoio na tomada de decisão clínica. Para executá-los com qualidade e segurança, os centros de medicina diagnóstica devem ter radiologistas capacitados e com conhecimento das últimas novidades de uma tecnologia que avança rapidamente.

No entanto, apenas bons profissionais não bastam. É preciso garantir uma rotina de trabalho pautada pela disciplina e máxima produtividade, ao mesmo tempo em que se entrega excelência no diagnóstico. Para alcançar esses resultados, os gestores devem seguir seis passos:

1- Manter uma agenda: o primeiro passo para organizar a rotina é saber exatamente o que deverá ser feito no dia de trabalho, listando tarefas e procedimentos pendentes e determinando o tempo aproximado de cada atividade. Mapear e gerenciar os processos da organização é fundamental para identificar possíveis erros e corrigir a rota. O Sistema de Informação em Radiologia (Radiology Information System, ou RIS) é uma ferramenta que gerencia os procedimentos de diagnóstico por imagem, desde o agendamento, realização do exame, laudo e entrega do resultado, garantindo eficiência no fluxo de trabalho e agilidade no atendimento aos pacientes. Com informações reunidas na mesma plataforma, o gestor de medicina diagnóstica tem uma visão panorâmica da organização e detecta pontos de melhoria na rotina dos radiologistas.

2- Usar a tecnologia a seu favor: atualmente existem inúmeras soluções para melhorar o fluxo de trabalho de profissionais de medicina diagnóstica. O uso do RIS integrado a outros software, como o Sistema de Comunicação e Arquivamento de Imagens (Picture Archiving and Communication System - PACS) e o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), permite que tanto as imagens, laudos e outras informações relevantes para o diagnóstico quanto os aspectos de gestão da organização se encontrem no mesmo lugar. Com a computação em nuvem, esses dados podem ser acessados de qualquer lugar, incluindo tablets e smartphones. Ferramentas de inteligência artificial também favorecem a medicina diagnóstica ao permitir, por exemplo, a análise de exames com resultados negativos. Assim o radiologista é liberado para a elaboração do laudo que, de fato, exige sua análise e avaliação.

3- Fazer o diagnóstico dos procedimentos: com um sistema de gestão e a metodologia de gerenciamento de processos em pleno uso, identificar problemas se torna mais simples. O gestor consegue ter uma visão completa da rotina, incluindo informações como quantos exames são realizados e qual o tempo médio de resposta dada à equipe médica e aos próprios pacientes. Esses dados são traduzidos em relatórios e gráficos de fácil análise, que permitem detectar gargalos na rotina, procedimentos ineficientes ou demorados demais e, assim, facilitar a tarefa da equipe em encontrar a solução para cada um desses problemas.

4- Investir em um bom ambiente de trabalho: a tecnologia, sozinha, não entrega esse passo fundamental para a excelência no diagnóstico. É papel do gestor garantir que o ambiente de trabalho seja adequado para que a equipe possa desenvolver a produtividade máxima. Iluminação, equipamentos de segurança e até mesmo um sistema de ar condicionado fazem a diferença no desenvolvimento das atividades.

5- Garantir pausas programadas: pode parecer um contrassenso, mas fazer pausas durante o expediente aumentará a produtividade. Profissionais sobrecarregados estão mais sujeitos a cometerem erros ou mesmo a darem uma resposta negativa a colegas ou pacientes em um momento de estresse.

6- Cuidar da saúde dos colaboradores: o gestor deve estar atento à saúde de seus colaboradores, pois profissionais doentes têm baixa produtividade. Programas para incentivar a prática de atividades físicas, alimentação saudável e sono adequado são indicados. Deve-se garantir também que os profissionais estão tomando cuidados básicos de segurança e proteção, como o uso do dosímetro pessoal durante a jornada e o posicionamento sempre atrás da cabine durante a emissão dos feixes de radiação, por exemplo.

Com esse passo a passo, o gestor tem uma visão sistêmica da organização, garantindo a máxima eficiência dos processos e a qualidade no diagnóstico exigida pelo paciente.

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