18 / Agosto / 2017

As 4 tecnologias essenciais para o consórcio intermunicipal de Saúde

Consórcio Intermunicipal

Uso de ferramentas de TI auxilia no cotidiano da entidade e melhora o atendimento ao cidadão, garantindo seu acesso ao sistema público

 

A implantação de um consórcio intermunicipal de Saúde, com a participação de municípios localizados em áreas geográficas próximas, melhora a oferta de serviços do setor para os cidadãos, principalmente aqueles de maior complexidade e maior custo. Cidades menores tendem a se beneficiar do modelo, já que seus cidadãos passam a contar com especialidades, exames e procedimentos que antes não dispunham ou para os quais era preciso percorrer longas distâncias em busca de unidades de referência do sistema público, geralmente localizadas em grandes centros urbanos.

O uso de ferramentas de tecnologia da informação (TI) pode otimizar o trabalho cotidiano dessa entidade, que consiste em realizar a distribuição de vagas entre os municípios conforme a demanda dos cidadãos, além de adquirir medicamentos e insumos com redução de custos. Quatro delas são consideradas essenciais para proporcionar a agilidade e funcionalidade necessárias ao consórcio intermunicipal de Saúde. Conheça:

- Prontuário Eletrônico do Paciente: seja o do Sistema Único de Saúde (SUS) - Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC), também conhecido como prontuário eletrônico do SUS e obrigatório nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) desde 2017 -, ou o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), que possui mais funcionalidades em relação ao modelo fornecido pelo Ministério da Saúde, trata-se de importante ferramenta de armazenagem de dados.

No caso da opção pelo PEP, a ferramenta é capaz de reunir informações detalhadas sobre cada cidadão que já passou pelo serviço público das cidades que compõe a organização, tais como consultas e exames realizados, alergias a medicamentos, doenças pré-existentes, disposição a contrair patologias epidemiológicas, entre outros dados relevantes para o planejamento estratégico do gestor de Saúde municipal. Portanto, uma vez que o consórcio reúne interesses comuns de municípios compreendidos numa mesma região geográfica, uma ferramenta como o PEP possibilita estabelecer as diretrizes e políticas de Saúde de forma regionalizada e fazer a referência e contrarreferência intermunicipal, centralizando todos os dados numa única base no consórcio.

- Sistema de regulação: por meio dele, toda a operacionalização e controle do processo de assistência e gestão regulatória são facilitados. Com ferramentas que permitem abrangência em diferentes dimensões de atuação, esses sistemas auxiliam na tomada da decisão que melhor atenda às necessidades dos indivíduos. Eles não só ajudam a entidade no cumprimento das leis de atenção aos cidadãos, como também controla a qualidade dos serviços, impedindo fraudes e estabelecendo padrões mínimos de atendimento.

É possível ainda estabelecer protocolos de encaminhamento para consultas especializadas, exames e cirurgias, cujas regras podem ser controladas de forma sistematizada, além de realizar a regulação eletrônica, integrada a uma lista de espera que propicie a priorização dos casos mais graves, aumentando a eficiência no atendimento em casos específicos.

- Sistema de gestão de suprimentos: uma das vantagens da formação de consórcios intermunicipais de Saúde entre os municípios é a possibilidade de adquirir medicamentos e outros insumos com redução de custo. Isso porque a demanda conjunta é maior que a de cada cidade em separado, o que oferece facilidades na hora da negociação com os fornecedores. Um sistema de gestão de suprimentos pode otimizar os processos de aquisição e distribuição dos produtos entre as unidades onde eles são necessários, diminuindo o risco de desabastecimento de estoque ou perdas de medicamentos por vencimento.

Por outro lado, é possível evitar a super estocagem, quando ocorrem compras acima do previsto, evitando ausência da substância nas unidades,  fazendo uma previsão de aquisição dentro de uma demanda prevista com base em avaliação de estoque mínimo, ponto de ressuprimento, análise de curva ABC ou XYZ, entre outros. Esse sistema abrange a gestão do almoxarifado, permitindo o controle físico, contábil e fiscal das compras e do estoque, e também do Sistema de Registro de Preços, garantindo a administração de todo o processo de aquisição dos medicamentos e demais insumos.

- Sistema de gestão: com tantas atribuições necessárias para o funcionamento do modelo de entidade, a quarta tecnologia essencial é um sistema de gestão no âmbito municipal. Integrado às demais ferramentas, ele permite reunir informações que ajudam a traçar o planejamento estratégico da organização, definindo gargalos e oportunidades de crescimento. Com a tecnologia, é possível praticar ações de medicina preventiva e preditiva com os cidadãos, cuidando de seu bem-estar e qualidade de vida e, assim, evitando o aparecimento de doenças que poderão ocasionar custo maior ao sistema de Saúde Pública, contemplando módulos como acolhimento, agendamento, vigilância em saúde, e permitindo que cada município integrante de um consórcio possa tomar as medidas necessárias com maior autonomia.

 

Atendimento

O uso da TI no consórcio intermunicipal de Saúde beneficia diretamente o cidadão, pois ainda permite redução no tempo de espera e a priorização dos casos mais graves.

O consórcio também permite que os serviços de Saúde sejam geridos com inteligência, utilizando-se da tecnologia para o armazenando de informações sobre a população atendida e buscando aumentar as vagas quando se constata a necessidade, diminuindo as filas de espera.

eBook: Consórcios intermunicipais de saúde

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