03 / Dezembro / 2015

Business Intelligence: atuação estratégica também na saúde

business inteligence

Por Paulo Magnus*

Em muitas organizações, os responsáveis pela tomada de decisões na maioria das vezes não conhecem suas reais necessidades de informações. Na verdade, não têm ciência do que existe e do que pode estar à disposição para auxiliá-los a ter visão ampla, dinâmica e sistêmica do negócio. Por isso, ferramentas de Business Intelligence (BI) são cada vez mais apontadas como itens obrigatórios à gestão corporativa.

Na área da saúde, segmento pressionado a oferecer serviços de qualidade geralmente com recursos escassos, o uso do BI ainda é pouco difundido. No entanto, já existem hospitais, clínicas e outras instituições que descobriram suas vantagens. A partir da consolidação de vários dados em um único repositório para busca e interpretação de informações armazenadas em tempo real, o BI garante acesso amplo e detalhado a questões operacionais, como o quadro clínico dos pacientes para que a equipe médica realize estudos sobre situações de risco e responda com ações que possam evitar futuros problemas.

Outro ponto fundamental, mais um exemplo da possibilidade de uso da inteligência de dados na saúde, é o fato do gestor ter pleno controle do que acontece em todos os setores de uma instituição, desde as questões financeiras até o cuidado com o paciente. Isso facilita a abertura de planos de ação para resolução de problemas e a gestão de resultados de maneira organizada. Uma vez que o executivo de um hospital deixa de conduzir o futuro organizacional pelo método “tentativas/erros” e passa a planejar o negócio a partir de conhecimentos reais, aumenta-se a chance de sucesso.

Na saúde pública, além de proporcionar aos gestores municipais uma visão administrativa de unidades e serviços prestados, o BI pode ter grande utilidade na definição de ações preventivas e corretivas. A capacidade de memorizar, cruzar e compartilhar dados provenientes de diferentes instituições que atendem diariamente a população possibilita investigação e controle epidemiológico por localização ou tipo de doença, redução de custos pela identificação de problemas e desperdícios, melhor distribuição da oferta de serviços, aumento na qualidade do atendimento a pacientes, dentre muitos outros fatores, como até uma atuação governamental mais proativa em vez de reativa.

Capazes de transformar inúmeros dados em informações inteligentes, as ferramentas de BI apontam para fatores críticos e oportunidades, identificam padrões e tendências, apresentam análises estatística e histórica para criação de metas e, dessa forma, guiam gestores e viabilizam a elaboração de planejamentos estratégicos com segurança.

*Paulo Magnus é presidente da MV