16 / Outubro / 2018

Como fazer planejamento de estoque eficiente na farmácia hospitalar

Planejamento de estoque eficiente na farmácia hospitalar

Os medicamentos correspondem a, em média, 11% das despesas das instituições brasileiras, segundo a pesquisa Custos da Saúde, realizada pela Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp) no período de junho de 2016 a maio de 2017. Um bom gerenciamento da farmácia hospitalar é imprescindível para diminuir falhas, reduzir gastos e garantir o armazenamento dos medicamentos necessários, ampliando a segurança do paciente.

O principal desafio das farmácias hospitalares é garantir a disponibilidade máxima dos produtos com o menor nível de estoque possível - por isso, a gestão eficiente é fundamental. Ela pode ser classificada em dois tipos de atividades: as operacionais, que envolvem o controle de movimentação dos produtos, registro das movimentações, recebimentos,  conferências, armazenagens e distribuição; e as estratégicas, que buscam uma reposição mais eficiente por meio da análise dos dados de distribuição e estoques. 

As ferramentas de gestão visam a eficiência na prestação de serviços farmacêuticos, evitando desequilíbrios no nível de armazenamento e a consequente interrupção das atividades. É imprescindível estabelecer padrões para garantir a qualidade e a especificação adequada dos produtos, além do armazenamento apropriado e a preocupação com o uso seguro de todos os medicamentos e insumos.

A logística hospitalar costuma ser bastante complexa, pois é responsável pelo abastecimento e distribuição de medicamentos necessários para os atendimentos realizados em toda a instituição. Somado a isso, os custos de manutenção de estoques no País são mais elevados em relação às nações desenvolvidas, portanto, o controle rígido é cada vez mais importante. 

 

Passo a passo 

Para controlar o estoque e garantir níveis mínimos de funcionamento, ao mesmo tempo mantendo os custos dentro do orçamento, é importante seguir quatro princípios básicos: 

Planejamento: consiste em captar informações sobre recursos financeiros e necessidades de consumo e, com base nesses dados, determinar as necessidades de distribuição de materiais e insumos, planejar a capacidade de atendimento e realizar o gerenciamento do estoque. 

Abastecimento: compreende compra, recebimento, inspeção, armazenamento e distribuição dos medicamentos e insumos conforme a demanda. Devem ser mantidos registros atualizados de preços, realizadas avaliações constantes da qualidade dos produtos e da certificação dos fornecedores, além de atenção às exigências contratuais e condições de pagamento. 

Execução: envolve a solicitação e recebimento de materiais, teste dos produtos, armazenamento dos medicamentos e insumos, embalamento e distribuição. Um aspecto fundamental é a avaliação do sistema de controle, o mobiliário e equipamentos disponíveis e os procedimentos envolvidos no agendamento das compras e seu recebimento. 

Distribuição: se relaciona com a implantação de pedidos, controle da base de dados dos medicamentos e pacientes, desenvolvimento de rótulos e embalagens necessárias à distribuição, e registro detalhado das prescrições e distribuição dos produtos. 

O planejamento dos estoques da farmácia hospitalar deve levar em consideração, ainda, fatores como padronização dos medicamentos, histórico dos fornecedores, cálculo de parâmetro, controle da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), processo de compras e individualização dos medicamentos, entre outros.

A gestão eficiente é essencial para evitar falhas com a medicação de pacientes, reduzir perdas relacionadas à data de expiração dos produtos, reduzir custos com a compra de medicamentos e insumos e garantir um bom atendimento a todos os pacientes. Os investimentos feitos no planejamento e controle de estoques têm retorno garantido, tanto no aspecto da excelência assistencial quanto do ponto de vista financeiro.

 

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