03 / Abril / 2017

Como o Business Intelligence traz oportunidades à Saúde

BI na Saúde

Ao agregar dados de vários sistemas, solução permite vislumbrar novos negócios ao mesmo tempo em que otimiza gastos

 

Na era da informação, ter acesso a inúmeros dados não é apenas um privilégio, mas uma forma de alavancar os negócios. Na área de Saúde não é diferente. Adotar soluções tecnológicas que agregam dados dos sistemas tradicionais, além de permitir uma visão mais integrada do todo, garante decisões mais assertivas de gestão que, consequentemente, otimizam custos.

Tal solução faz parte do conceito de “Inteligência de Negócios” (Business Intelligence), conhecido no mercado apenas como “BI”, que vem demonstrando ser tão eficaz na Saúde como nas áreas financeira e de telecomunicações, nas quais já é usada há tempos.

Em linhas gerais, o Business Intelligence é uma ferramenta tecnológica voltada à consolidação de informações que permite novas visões sobre o negócio. Na Saúde, a solução possibilita, por exemplo, monitorar o desempenho de profissionais e unidades hospitalares, analisar a qualidade de atendimentos e de exames, tudo ao mesmo tempo e por uma só ferramenta. Ou seja: extrair dados de todas as etapas de um ambiente hospitalar, de clínicas e laboratórios e, com isso, ter visões inovadoras das operações do dia a dia.

O BI é basicamente o primeiro passo dos sistemas voltados às pessoas (systems of engagement) que, mais do que agregar dados, permite, efetivamente, interpretar o contexto e, com isso, tomar decisões melhores em matéria de gestão. “Se você olhar as coisas que foram tiradas de um almoxarifado, o máximo que se poderá saber é quanto foi consumido naquele andar. Pelo BI é possível buscar, fazer a correlação entre coisas em sistemas distintos. Ele permite uma análise por vários ângulos e, consequentemente, decisões ao mesmo tempo mais ágeis e assertivas, focando na otimização, em primeiro lugar, de custos e gastos”, explica Pietro Delai, gerente de pesquisa e consultoria na IDC Brasil.

No Brasil, particularmente no setor de Saúde, os hospitais tendem a ter muitos sistemas, mas não integrados. “Não à toa, é comum observar um profissional lendo algo em um terminal e reescrevendo a mesma informação em outro sistema. Em alguns hospitais, cada setor tem um sistema distinto. É o mesmo que comprar um tomógrafo que não está interligado ao outro sistema que lê o laudo”, exemplifica Delai.

A solução precisa ter acesso a dados e indicadores confiáveis. Por isso, antes de adotar um sistema de BI, é necessário já adotar sistemas que agreguem dados fidedignos, pondera Enrico De Vettori, sócio da área de Life Science e Healthcare da Deloitte.

“Antes da concepção do BI, tem que se ter a clareza de que nós precisamos de informações, em primeiro lugar, estruturadas e, em segundo lugar, íntegras”, afirma.  Nas palavras de De Vettori, o BI, mais do que uma ferramenta, “é uma metodologia, um aspecto analítico para melhor conhecer o seu negócio, seus prestadores, seus parceiros, seus clientes e beneficiários, as patologias, as drogas e como essas drogas estão beneficiando ou não, evoluindo ou não”.

Para o executivo da Deloitte, o gestor tem que entender a diferença em implantar a metodologia na gestão ou apenas instalar um BI. “A tecnologia implantada requer todo esse aspecto metodológico, a integridade e o conhecimento prévio, o que inclui aspectos de processos, gestão e de governança. Ele instalado é quando você disponibiliza a ferramenta, mas não tem o retorno, custo-benefício, porque ela, por si só, não faz nada. Vejo muita gente investindo mal os recursos, tal qual todos esses devices que compramos e usamos”, pondera.

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