20 / Março / 2017

Conheça 4 hábitos que dificultam a gestão estratégica em Saúde

Gestão Estratégica

Falta de acompanhamento de números, de gestão de processos e ausência de um olhar de negócios e de estratégia comprometem o resultado de instituições públicas e privadas

 

A gestão em Saúde, tanto na esfera pública quanto privada, sofre com vários problemas que impedem sua produtividade e que envolvem, principalmente, a falta de uma visão estratégica.

São necessárias uma série de ações para resolver essas questões, desde acompanhar os números que envolvem os custos e investimentos da organização, até a criação de um planejamento de negócio e de uma gestão mais assertiva de processos, que ajudem a tornar a administração mais eficiente e ágil.

Em todos os aspectos, a tecnologia da informação age na base. Sistemas informatizados, incluindo prontuários eletrônicos do paciente (PEP), podem favorecer a articulação entre os estabelecimentos e as regionais de Saúde e tornar a rotina administrativa e da assistência mais célere e produtiva.

Veja abaixo os problemas de gestão estratégica, que causam uma série de gargalos estruturais, tanto na Saúde pública quanto privada e como resolvê-los, nas palavras de Sócrates Cordeiro, gerente Comercial de Produto – Gestão Estratégica MV.

1- Falta de acompanhamento dos números: o gestor precisa acompanhar de forma sistemática os números gerados pela instituição, seja de forma diária, semanal ou mensal. Uma vez que tenha esse controle, a partir de relatórios ou por sistemas que informem o valor verídico do resultado, terá mais segurança para a tomada de decisão. Se há a necessidade que diminuir custos, quais setores ou recursos produtivos possuem alguma ociosidade? Se essa informação existe, o corte será mais inteligente. Uma das maneiras de ter um aumento da receita ou evitar desperdícios, sem muito investimento, é conhecer os procedimentos que trazem maior resultado, medindo o valor por hora do centro cirúrgico. Não raro, procedimentos que usam poucas horas do centro cirúrgico possuem uma melhor rentabilidade, e, se executados mais vezes, podem trazer mais receita para o hospital. Cabe ao gestor analisar os procedimentos cujo custo operacional é maior que o ganho. Caso o hospital tenha condições de não executá-los, já será uma perda evitada. Tudo isso só é possível quando o gestor tem o domínio de seu hospital, por meio de ferramentas ágeis que lhe proporcionem uma visão completa.

2- Ausência de estratégia: empresas que não têm um planejamento estratégico definido, trabalham por demanda e sem definição de metas, correm mais o risco de ter profissionais desmotivados e pouco produtivos por não enxergarem um horizonte de crescimento. Já quando existe uma estratégia bem definida, sendo monitorada, seja por meios de ferramentas ou por um controle bem definido, os profissionais tendem a ser mais produtivos.

3- Falta de gestão de processos: para a administração ser a mais eficiente possível, é necessário ter uma gestão de processos bem mapeados, ou seja, projetar as funções e metas de cada setor (faturamento, enfermaria, UTI, etc) e monitorá-los. Quando não há o acompanhamento, o serviço foge do que foi definido, e dificilmente a empresa conseguirá ter sucesso no negócio.

“É preciso desenhar o que precisa ser feito em cada setor e manter um monitoramento contínuo das ações, caso contrário, o gestor não terá o devido controle da empresa, impossibilitando a identificação da causa raiz dos problemas”, afirma Cordeiro.

4- Falta de olhar de negócios: seja na rede pública ou privada, é essencial que o gestor tenha uma abordagem de longo prazo na definição de estratégias e prioridades da organização de Saúde. Só com uma visão ampla é possível buscar resultados gerenciais que atendam não somente as necessidades atuais da entidade, como as dos próximos anos. Esse é o segredo da perenidade de qualquer negócio. No setor hospitalar há um grande desafio, pois o gestor terá de conciliar as decisões tomadas, por exemplo, na área assistencial. Essas têm que garantir o bom atendimento do paciente, sua segurança, tratamento humanizado, etc. Ao mesmo tempo, que precisam refletir positivamente na área financeira, garantindo a sustentabilidade da instituição.

Como a tecnologia ajuda?

Instituições que têm seus sistemas de informação totalmente integrados, entre eles o PEP e um bom sistema de Business Intelligence (BI), ganham em tempo e produtividade, impedindo a manutenção dos maus hábitos citados acima que impedem o crescimento da empresa, segundo Cordeiro.

“Ter sistemas integrados que conseguem dar veredictos de maneira imediata diminuem a necessidade do trabalho manual de leitura de vários relatórios, focando um tempo maior nas análises. A informatização fornece as mesmas informações de maneira mais detalhada, permitindo o gestor conhecer melhor a sua empresa, saber a realidade de cada área, tornando a tomada de decisão bem mais segura”, afirma Cordeiro.

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