28 / Dezembro / 2015

Descubra o impacto financeiro que o prontuário eletrônico gera em um hospital

impacto financeiro do prontuário eletrônico

Em todas as partes do mundo, hospitais, clínicas e laboratórios estão atravessando um caminho de mudança radical na forma de processar e registrar as informações de seus pacientes. Os registros de saúde manuais geravam alto custo com manutenção de arquivos, extravios de documentos importantes, além de visão fragmentada da evolução clínica dos pacientes. Com o avanço da medicina digital, a possibilidade de agregar (em nuvem) uma extensa base de dados com a totalidade das informações de todos os pacientes de um centro de saúde deu ao setor uma nova perspectiva de administrar dados com eficácia, segurança, qualidade e, principalmente, economicidade. Hoje você irá dimensionar o impacto do Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) no orçamento de seu hospital.

Visão holística do paciente e redução de erros médicos

Muitos diagnósticos médicos equivocados têm suas raízes na ausência de uma visão integral do histórico clínico do paciente, o que resulta, anualmente, em prejuízos milionários em indenizações a serem pagas pelos hospitais responsabilizados judicialmente (falhas de comunicação entre os membros da equipe de saúde).

Os prontuários eletrônicos agregam informações de todo o processo de assistência ao paciente, computando todas as suas entradas feitas em um determinado hospital (esse sistema pode ainda ser integrado com outras instituições). Assim, as prescrições médicas advindas do consultório, os registros clínicos do centro cirúrgico, as anotações do setor de farmácia, tudo passa a ser compilado em bancos de dados virtuais, que podem ser acessados através de computadores, smartphones ou tablets, facilitando o processo de tomada de decisões e ampliando a assertividade nos diagnósticos. Esse aumento de performance significa melhoria nos processos de acreditação hospitalar e redução de perdas financeiras com ações judiciais.

Disparo de alertas sobre erros de medicação

De acordo com estudos da área médica, a manutenção de uma farmácia hospitalar pode representar, financeiramente, até 75% do que se consome em um hospital. Se este setor é crítico ao faturamento da instituição, os cuidados com sua gestão devem ser igualmente minuciosos, o que passa pela adoção de um sistema eficaz de gestão de dados dos pacientes. Afinal, informação precisa é condição sine qua non para um diagnóstico exato, evitando administração de medicamentos desnecessários.

Uma evidência da correlação entre PEP e redução de custos com medicamentos pode nos ser dada por um levantamento feito nos Estados Unidos, em 2011, o qual revelou que 65% dos médicos entrevistados (que vivenciaram a transição do papel para o registro digital) apontaram que a implantação do prontuário eletrônico os ajudou a alertá-los sobre potenciais erros de medicação. A mesma pesquisa ainda mostra que 45% dos médicos relataram sobre a importância de lembretes eletrônicos sobre os cuidados permanentes a pacientes com doenças crônicas. Imagine, assim, o quanto pode ser economizado por todos os seus profissionais, em escala global ao longo do ano, só com a maximização da eficiência prescritiva em sua instituição?

Aumento na produtividade dos profissionais

Os registros clínicos anuais são unidimensionais (só podem estar em um local, são de difícil localização e pesquisa, além de serem extraviados com facilidade), não podem ser integrados a sistema de lembretes e estão suscetíveis a ilegibilidade. Por outro lado, o registro eletrônico de saúde é dotado de sistemas de busca que garantem acesso a paradigmas clínicos em poucos segundos; possui interface amigável, o que possibilita visualizar dados por ordem alfabética, cronológica, por patologia, etc.; possui alto nível de confidencialidade, já que o acesso ao banco de dados é garantido por uma hierarquia de permissões pré-definida pela direção: todas essas peculiaridades implicam em maior velocidade e segurança no registro e acesso às informações no dia a dia de um hospital, o que aumenta a produtividade dos profissionais e a quantidade de pacientes atendidos diariamente (com muito mais qualidade). Estamos falando em maior diluição dos custos com folha de pagamento diante do aumento da receita (por força do maior volume mensal de atendimentos), ou seja, redução de custos de forma indireta na instituição, algo que não pode ser desprezado em um momento de elevação de custos no setor.

Rotatividade nas taxas de ocupação

Este benefício está relacionado ao tempo de permanência do paciente no hospital. O uso de protocolos clínicos torna o processo de cura mais rápido (evitando um agravamento do quadro), o que significa, em âmbito geral, a redução do tempo de permanência destes nos quartos e enfermarias. Ou seja, estamos falando de aumento na taxa de giro de leitos e, por consequência, melhora na oportunidade e oferta.

Facilidade na solução de problemas clínicos por meio de fortalecimento dos instrumentos de avaliação e decisão

Disparo de alertas sobre horários de vacinas, cruzamento de dados (Big Data) para fornecimento de indicadores e possíveis patologias, subsídios para pesquisas, melhoria em processos internos, além de integração com sistemas de monitoramento: a automatização do registro de dados nos hospitais representa a adoção de um novo modelo de atenção e gerenciamento de saúde, fazendo com que a instituição reduza custos em muitos vieses distintos. Para ilustrar melhor a questão, um relatório divulgado no final do ano passado pela consultoria britânica Juniper Research revelou que o Prontuário Eletrônico do Paciente irá permitir que a indústria global de saúde economize cerca de US$ 78 bilhões entre 2014 e 2019, o que não deixa dúvidas de que as instituições hospitalares que ainda insistirem em manter sua estrutura baseada em papel e arquivos físicos terão grandes dificuldades de competir no mercado.

A missão dos serviços de saúde está mudando ao sabor das transformações dos modernos sistemas de informação. Nos dias de hoje, recursos como a telemedicina e a tecnologia wearables fornecem informação dentro e fora da organização, aproximando médicos e pacientes, acelerando os processos de diagnóstico e garantindo muito mais segurança nas avaliações realizadas. Nesse contexto, o prontuário eletrônico é apenas uma ramificação de uma extensa gama de mudanças que reposicionará por completo a logística dos hospitais públicos e privados, em linha com os níveis de exigência da sociedade moderna.

Ficou com alguma dúvida ou quer descobrir como o prontuário eletrônico pode ser inserido no contexto de sua instituição hospitalar? Entre em contato conosco e iremos lhe indicar o caminho!