05 / Junho / 2018

Gestão da Saúde Pública: 6 estratégias para os 3 níveis de atenção do SUS

Gestão da Saúde Pública

Metodologias e tecnologia organizam e otimizam a assistência e entregam qualidade do serviço ao cidadão, além de garantir que os recursos financeiros utilizados são exatamente os necessários

 

A gestão da Saúde Pública no Brasil é fragmentada e organizada em três níveis de atenção: primário, secundário e terciário. O modelo foi adotado para dividir os serviços ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) por categorias determinadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e que buscam promover, restaurar e manter a saúde dos indivíduos.

No nível primário, conhecido como a porta de entrada no SUS, estão as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Nessa etapa são marcadas consultas e exames básicos, como hemogramas, além da realização de procedimentos simples, como curativos. Os profissionais se articulam para atuar não apenas na UBS, mas também em diversos espaços da comunidade (como centros comunitários e escolas), além de fazerem visitas domiciliares às famílias.

As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), hospitais e outras unidades de atendimento especializado ou de média complexidade, inclusive de urgência e emergência, compõem o nível secundário de gestão da Saúde Pública. A organização desse nível é feita com base em macro e microrregiões de cada Estado, devendo apresentar tanto ambulatórios como hospitais.

No nível terciário estão os hospitais de grande porte, que atendem alta complexidade. O objetivo é garantir que procedimentos para a manutenção dos sinais vitais sejam realizados, dando suporte para a preservação da vida sempre que preciso. Nesse nível existem tecnologias médicas e profissionais capazes de atender a situações que, no nível secundário, não puderam ser tratadas por serem casos mais raros ou complexos.

Apesar da divisão, estratégias de melhoria da assistência podem ser aplicadas para beneficiar todos os níveis. Conheça seis delas:

  • Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC): obrigatório em todas as UBSs brasileiras desde 2017, é um banco de dados digital que facilita o acesso às informações e amplia a segurança do cidadão. Com ele pode-se identificar o perfil do público atendido ou ainda as demandas sazonais. Sua evolução, o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), oferece outras funcionalidades e, quando aliado a sistemas de gestão e ferramentas de inteligência de negócios, gera insights relevantes para a gestão da Saúde Pública. 
  • Sistemas de gestão: controla todos os processos envolvidos nos três níveis de atenção e garante o funcionamento adequado dos serviços. Esse controle é proporcionado pelo banco de dados, que permite, por exemplo, a implementação de protocolos com registros eletrônicos das informações médicas sobre os usuários e as devidas orientações para o tratamento de determinadas doenças. 
  • Distribuição por escala: cada grupo de UBSs (nível primário) deve ter um ambulatório com médicos especialistas e um hospital geral (nível secundário) de referência. Essa escala deve se repetir também entre os grupos de serviço de nível terciário em relação ao secundário. 
  • Programas educativos e preventivos: capitaneados pelas UBS, as ações de medicina preventiva são voltadas para a higiene pessoal, a conservação de hábitos saudáveis e a conscientização a respeito da vacinação, entre outras medidas que ajudam a preservar a saúde dos cidadãos e evitar que doenças se agravem ou mesmo se manifestem. Dessa forma, reduz-se o uso de serviços especializados de outros níveis de atenção. 
  • Sistema de Regulação: mapeia a disponibilidade de atendimento especializado e leitos, agiliza a marcação de consultas e exames e, consequentemente, diminui filas. Atua também na transferência de cidadãos em estado grave que necessitam de cuidados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e daqueles que demandam procedimentos mais complexos, como cirurgias neurológicas, por exemplo. 
  • Consórcio intermunicipal de Saúde: a iniciativa autônoma de municípios localizados em áreas geográficas próximas, que se associam para gerir e prover conjuntamente serviços à população das cidades participantes, amplia o acesso à Saúde e traz redução de gastos ao permitir compras de medicamentos e insumos em maior quantidade.

Essas e outras metodologias administrativas ou ferramentas tecnológicas auxiliam a gestão da Saúde Pública a mapear e organizar a demanda e, assim, cumprir seu principal objetivo: entregar qualidade no atendimento ao cidadão exatamente com os recursos necessários - nem mais, nem menos.

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