Hospital Digital: tendência ou necessidade?
Entenda como o hospital digital deixou de ser luxo e se tornou estratégia de sustentabilidade e eficiência.

Nos últimos anos, falar em hospital digital deixou de ser algo restrito a congressos e reportagens especializadas para se tornar uma pauta presente em praticamente qualquer reunião estratégica de instituições de saúde.
Mas será que estamos diante apenas de uma nova tendência passageira ou de um movimento irreversível? A verdade é que, por trás do apelo tecnológico e do charme futurista das soluções digitais, existe um ponto essencial: a digitalização hospitalar é cada vez mais uma questão de sobrevivência e eficiência, não de status.
Ao contrário do que muitos pensam, um hospital digital não se resume à aquisição de máquinas modernas ou softwares sofisticados.
Trata-se de repensar toda a lógica de funcionamento, integrando dados, conectando equipes e usando a informação como ativo central para decisões mais rápidas, seguras e sustentáveis.
Hospital digital: tendência passageira ou necessidade real?
O conceito de hospital digital vai muito além da substituição do papel por telas. Ele envolve a adoção ampla de tecnologias de informação em todos os processos, integrando setores que antes funcionavam de forma isolada — do pronto-atendimento à contabilidade, passando pelo centro cirúrgico, laboratório e até a farmácia hospitalar.
Essa integração garante que dados essenciais estejam disponíveis em tempo real, permitindo maior agilidade nas decisões e uma assistência mais segura.
Quando olhamos para o cenário competitivo da saúde, manter processos analógicos já não é uma opção viável. Imagine uma instituição em que prontuários ainda sejam físicos, exames entregues em lâminas e contas impressas em papel. Em um mercado em que a agilidade e a precisão são diferenciais críticos, esse modelo se torna insustentável.
É por isso que o hospital digital não deve ser visto como “moda”, mas como infraestrutura mínima para competir e sobreviver.
Por que a transformação digital é questão de sobrevivência, não de status
A transformação digital na saúde não é luxo. Ela é a base para garantir sustentabilidade operacional, reduzir riscos e ampliar a capacidade de atendimento. E essa sustentabilidade não se limita ao aspecto financeiro: envolve também a redução de desperdícios, a otimização de recursos e a melhoria contínua da segurança do paciente.
Um hospital que não investe em digitalização está sujeito a falhas que podem comprometer tanto a operação quanto a reputação. Sistemas desconectados geram retrabalho, aumentam a chance de erros e dificultam o acesso a informações críticas.
Por outro lado, quando há interoperabilidade e gestão integrada, é possível tomar decisões mais rápidas e acertadas, melhorar o fluxo de atendimento e oferecer ao paciente uma experiência mais segura e humanizada.
Do prontuário eletrônico à interoperabilidade: pilares de um hospital verdadeiramente digital
Antes de entrar no debate sobre benefícios, é importante entender os pilares que sustentam um hospital digital de verdade. Um dos elementos centrais é o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), que substitui de forma definitiva o registro em papel e centraliza todo o histórico de saúde.
Mais do que digitalizar dados, o PEP garante que essas informações sejam acessíveis, padronizadas e integradas a outros sistemas.
Outro pilar essencial é a interoperabilidade — a capacidade de diferentes sistemas se comunicarem de forma fluida e segura. Não adianta ter um PEP de excelência se ele não “conversa” com o sistema laboratorial, a farmácia ou o módulo de faturamento.
É essa comunicação que permite um fluxo contínuo de dados, apoiando tanto a equipe assistencial quanto a gestão.
A certificação HIMSS, referência global em maturidade digital hospitalar, mostra que chegar a um nível pleno de digitalização é um processo estruturado, que passa por oito fases — da ausência de sistemas informatizados à integração total entre departamentos.
Essa jornada exige planejamento, investimentos e, principalmente, mudança cultural dentro da instituição.
Digitalizar é reduzir custos, evitar riscos e entregar mais valor ao paciente
Muitos gestores ainda enxergam a digitalização como um gasto, quando na verdade ela representa um investimento com retorno mensurável. Ao substituir documentos físicos por registros digitais, por exemplo, é possível economizar com manutenção de arquivos, espaço físico e processos manuais de conferência.
Sistemas integrados reduzem falhas, evitam retrabalho e minimizam custos com correções.
Mas o impacto vai além da economia. Ferramentas digitais, como inteligência artificial e big data, permitem diagnósticos mais assertivos, diminuem o tempo de internação e melhoram o acompanhamento do tratamento. Isso significa mais valor entregue ao paciente e, consequentemente, maior satisfação e fidelização.
Em um setor em que a confiança é um ativo essencial, essa vantagem competitiva não pode ser ignorada.
O papel da MV na jornada rumo à maturidade digital hospitalar
No Brasil e na América Latina, poucas empresas têm a experiência e o portfólio da MV quando o assunto é transformação digital na saúde.
Com mais de 35 anos de atuação e presença em mais de 5 mil instituições, a MV investe anualmente R$ 80 milhões em pesquisa e desenvolvimento para criar soluções que atendem todo o ecossistema do setor.
Entre suas soluções, destacam-se o SOUL MV, sistema de gestão hospitalar mais utilizado no país; o PEP MV, eleito oito vezes o melhor prontuário eletrônico da América Latina; e o Command Center para saúde, pioneiro no Brasil.
Plataformas como Personal Health tem transformado a experiência de pacientes e profissionais, permitindo acesso seguro e integrado a todo o histórico de atendimento.
Casos como o da cidade de Votuporanga-SP, que se tornou 100% digital, e o do Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre, mostram que, quando bem implementada, a tecnologia não substitui o contato humano, mas o potencializa.
Com automação de processos e integração de dados, o paciente é colocado no centro do cuidado, e a instituição ganha eficiência e agilidade.
O que diferencia quem só digitalizou de quem se transformou
Há uma diferença clara entre digitalizar processos e passar por uma transformação digital. Digitalizar é colocar informações no computador, trocar fichas por formulários eletrônicos. Transformar é redesenhar fluxos, integrar equipes, criar novas formas de atender e gerir, usando dados como ferramenta estratégica.
Instituições que alcançam maturidade digital não apenas operam de forma mais eficiente — elas inovam constantemente. Isso significa usar tecnologia para prever demandas, otimizar recursos, reduzir tempo de espera e oferecer uma jornada assistencial mais fluida.
O verdadeiro hospital digital não para na implementação inicial; ele evolui junto com as necessidades do paciente e com as possibilidades oferecidas pela tecnologia.
Conheça as soluções da MV e descubra como transformar o operacional da sua instituição.