06 / Fevereiro / 2018

Inovação na Saúde: aplicativos ajudam a empoderar o paciente

Aplicativos na Saúde

Comuns em diversas atividades do cotidiano, os softwares para dispositivos móveis começam a fazer diferença na Saúde, tornando indivíduos corresponsáveis por seu bem estar e qualidade de vida

 

Aplicativos para dispositivos móveis são essenciais para executar diversas tarefas cotidianas, de conversas instantâneas a transporte particular. Já na Saúde Digital, só recentemente deixaram de ser vistos apenas como ferramentas fitness, passando a servir também, como recurso de inovação, por exemplo no apoio ao diagnóstico e na prevenção de doenças e agravos. Aos poucos, seu uso fortalece o empoderamento do paciente, que assume corresponsabilidade no cuidado com sua saúde.

De acordo com o estudo “Top Health Industry Issues of 2016”, da consultoria PwC, o número de pessoas que utilizam aplicativos em seus smartphones para monitorar a própria saúde, em todo o mundo, cresceu de 16% a 32%, entre 2013 e 2015. Para João Carlos Lopes Fernandes, professor do curso de engenharia da computação do Instituto Mauá de Tecnologia, essa expansão seguirá em alta. “Aplicativos para dispositivos móveis são cada dia mais rápidos e estão disponíveis a um clique, a maioria de forma gratuita. No setor de Saúde, são utilizados, por exemplo, para possibilitar aos médicos acompanhar pacientes de forma dinâmica, em tempo real, por meio de seus celulares, podendo atendê-los de forma mais rápida em suas próprias casas, empregos ou em qualquer lugar que tenha sinal de internet.”

Conforme Fernandes, um dos objetivos dessa inovação em Saúde é reduzir a incidência de pacientes que buscam informações sobre doenças e sintomas na internet, sem se certificar de que a fonte é segura. Os aplicativos, por sua vez, são desenvolvidos e avaliados levando em consideração o critério médico, portanto, são indicados para se obter conhecimentos gerais de saúde, acompanhar o histórico médico, fazer anotações que poderão ser úteis no momento da consulta ou apenas para obter dicas diárias de alimentação e exercícios, por exemplo. “Com tantas opções, os aplicativos trazem autonomia ao paciente e o ajudam a gerir o cuidado com sua própria saúde”, destaca o especialista.

O professor também explica que a medicina móvel (e-Health) já é realidade entre médicos e pacientes, com diversos aplicativos que facilitam essa interação. Os mais simples avisam a hora de tomar os remédios; os mais sofisticados podem controlar os batimentos cardíacos e enviar dados para médicos e equipes de socorro; e muitos outros permitem, ainda, que o profissional  mantenha contato online.

Paciente no centro

A inovação em Saúde proporcionada pelos apps pode fazer parte de uma estratégia de assistência que coloca o paciente no centro do negócio. Com as informações obtidas, ressalta o professor, é possível desenvolver softwares específicos para monitorar grupos de risco e praticar a medicina preventiva, apontada como uma tendência para o futuro do setor.

Na avaliação de Fernandes, essas e outras tecnologias na Saúde irão permitir mudanças profundas nas organizações. “Elas serão mais focadas no compartilhamento das responsabilidades do tratamento com o paciente. Será possível personalizar a medicina, ampliando a qualidade da entrega dos serviços, além da racionalização dos custos”, cita o especialista.

Essa redução se dá, segundo Fernandes, porque o paciente tem muito mais informações à disposição, portanto, é mais difícil negligenciar o tratamento, mesmo que signifique promover mudanças de hábitos de alimentação ou atividade física, por exemplo. Sendo assim, é mais simples monitorá-lo, evitando procedimentos como internações ou cirurgias, que têm custo mais elevado. Essa estratégia pode ajudar no delicado equilíbrio entre a qualidade do atendimento e os recursos finitos.

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