29 / Agosto / 2016

Medicina do futuro: tecnologias inovadoras para o diagnóstico de doenças

medicina do futuro

Na era da inovação, da mobilidade e da acessibilidade, não é nenhuma surpresa que essas tendências também alcancem a medicina diagnóstica, trazendo novidades que permitam a prevenção e o diagnóstico precoce das doenças, facilitem o tratamento e reduzam o risco de sequelas. Se antigamente era preciso ir ao hospital, à clínica ou ao laboratório, conectar-se a grandes aparelhos ou se submeter a procedimentos invasivos simplesmente para medir a glicemia ou a pressão arterial, por exemplo, realizar tais atividades em casa já é tarefa simples hoje em dia. O desafio passou, nesse caso, a se voltar para a realização de exames mais complexos com os wearables, apenas com o smartphone na mão ou a longo prazo.

Que tal descobrir agora mesmo quais são algumas das tecnologias inovadoras que podem ser usadas para o diagnóstico de doenças na medicina do futuro? Curioso? Então confira!

Conemo

Por meio da colaboração conjunta de pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, da London School of Hygiene and Tropical Medicine, da Universidad Peruana Cayetano Heredia e da Northwestern University surgiu o Conemo, um aplicativo que permite não só avaliar o estado emocional dos pacientes como propor estímulos e atividades que poderiam ajudar a aliviar sintomas de depressão.

Ainda na fase de testes, os pacientes que não têm acesso a um smartphone podem pegar um aparelho (com o app já instalado) emprestado por 6 semanas, ainda contando com a ajuda da equipe de saúde para aprender a usar a tecnologia. Para garantir a adesão, o aplicativo notifica os pacientes 3 vezes por semana, solicitando a realização da avaliação de seu estado emocional. Isso é feito por meio de textos, vídeos e questionários. A partir daí, sugere atividades que podem melhorar o humor do paciente, como a prática de exercícios físicos, um encontro com os amigos, a ida ao cinema ou mesmo a procura por um serviço de saúde.

Se o aplicativo provar que é uma intervenção útil no tratamento da depressão no Brasil, poderá se tornar disponível a todos os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), suprindo parte da deficiência na abordagem da saúde mental na atenção primária a partir de poucos recursos.

BIO SF

Lançado pela São Francisco Saúde no final do ano passado, o aplicativo BIO SF tem o objetivo de aumentar a adesão e o monitoramento de pacientes que participam do Programa Viver Bem. Isso deve ser feito por meio do aumento da comunicação entre o usuário e a equipe de saúde. Pelo app, o paciente posta fatos sobre seu dia a dia, classificando-os em diversas categorias — alimentares e nutricionais, consultas, medicamentos, sinais e sintomas, pressão arterial, glicemia, exames e assim por diante. Uma vez postada, a informação alcança os profissionais de saúde imediatamente, que podem então interagir com o paciente e oferecer orientação, encorajamento ou recomendações relacionadas ao acontecimento.

Assim, um paciente que usa o glicosímetro em casa para acompanhar o diabetes mellitus e encontra uma glicemia elevada poderia encontrar no aplicativo orientações quanto à necessidade de procurar um serviço de saúde de urgência ou simplesmente agendar uma consulta ambulatorial. Ao longo do tempo, o aplicativo acaba criando também um histórico clínico completo do paciente e oferecendo informações que podem ser úteis para a prestação de cuidados.

Para a equipe de saúde, o app aumenta o contato com o paciente, fornece informações importantes sobre seu estilo de vida, produz dados epidemiológicos e ainda antecipa informações que só seriam colhidas na chegada do paciente a um serviço de pronto-atendimento.

Scanadu Scout, ScanaFlo e ScanaFlu

Criado pela Scanadu, empresa de equipamentos médicos tecnológicos no Vale do Silício, o Scanadu Scout veio incorporar a coleta de todos os dados vitais em único aparelho, por meio de diversos sensores elétricos e bioquímicos, bem como de algoritmos inteligentes. Assim, o equipamento oferece um scanner da saúde geral de um indivíduo em apenas alguns segundos, medindo temperatura, pressão sanguínea, frequência cardíaca, oximetria e até mesmo fazendo um eletrocardiograma. Quando usado ao longo do dia, o aparelho ainda pode acompanhar a variação da frequência cardíaca, contribuindo para o diagnóstico de doenças.

Além do Scanadu Scout, a empresa ainda tem o projeto ScanaFlo, que permitirá uma análise rápida da urina para o diagnóstico de pré-eclâmpsia, insuficiência renal, diabetes gestacional e infecções do trato urinário, bem como o projeto ScanaFlu, para diagnóstico diferencial de infecções virais e bacterianas de vias aéreas superiores por meio da análise molecular da saliva. Lembrando que, embora revolucionários, os aparelhos ainda estão em processo de aprovação pelo Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos.

AliveCor

O aplicativo AliveCor consegue realizar um eletrocardiograma (ECG) utilizando apenas o smartphone e uma capinha especial, com eletrodos acoplados. O resultado não é um ECG completo com as 12 derivações típicas, mas uma versão simplificada monocanal da derivação II, suficiente para o diagnóstico de algumas patologias.

Como o aplicativo pode ser usado em apenas alguns segundos, sem qualquer estresse ou dificuldade, é útil tanto para médicos no serviço de emergência, que poderão dar uma conferida rápida no ECG antes de todos os fios e eletrodos habituais serem montados, quanto para pacientes com doenças cardíacas, que poderão acompanhar melhor sua saúde em casa mesmo, informando o médico sobre qualquer alteração. Para usá-lo, basta colocar os dedos sobre os eletrodos, que receberão os sinais elétricos e gerarão o ECG na tela do celular em apenas 30 segundos!

A grande vantagem é que o aparelho não só já foi aprovado pelo FDA e é recomendado por cardiologistas como está disponível gratuitamente nas lojas virtuais de aplicativos. A capinha do celular com os eletrodos, no entanto, custa cerca de 100 dólares e por enquanto só está disponível nos Estados Unidos.

BlueStar

Além de ser um diário da glicemia capilar do paciente, o aplicativo BlueStar oferece orientações automáticas para controlar melhor a glicemia e seguir o tratamento. A grande diferença é que essas orientações não são genéricas, as mesmas para todos os pacientes. Na verdade, são orientações prescritas e programadas pelo próprio médico do paciente, sendo portanto individualizadas e, consequentemente, bem mais eficazes.

O aplicativo, que deve ser prescrito pelo médico juntamente com um código de acesso, acaba fortalecendo a relação entre profissional e paciente, facilitando a compreensão do monitoramento do tratamento para o usuário, que terá acesso a orientações específicas para a glicemia medida. Além disso, o aplicativo também permite o controle da dieta, dos exercícios e dos medicamentos em um só lugar.

Interessou-se por essas tecnologias? Que tal então aproveitar para conferir como um BI baseado na nuvem pode melhorar a eficiência e os resultados clínicos do seu setor?

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