16 / Agosto / 2018

O futuro da TI em Saúde: transformação digital, gestão e eficiência

Futuro da Saúde

Últimos anos foram decisivos para mudança de mentalidade gerencial; tendência é de novas revoluções para todos os players da cadeia

 

Os últimos 30 anos foram decisivos para a evolução da Tecnologia da Informação (TI) - o que impulsionou o desenvolvimento de diversos setores da economia, como a Saúde. Como resultado, houve uma invasão de tecnologia em todos os atores do segmento: da gestão hospitalar a operadoras, centros de medicina diagnóstica, clínicas médicas e até Saúde Pública. Hoje, com a  transformação digital, já se pode falar em instituições totalmente sem papel e interoperabilidade entre players.

Para o futuro, a tendência é que a Internet das coisas (IoT) ganhe cada vez mais espaço. Inteligência artificial também tem um papel importante: ferramentas correlacionam bases de dados com o perfil específico do paciente e conseguem acertar, com mais de 95% de precisão o diagnóstico de uma doença. Novas tecnologias trazem mudanças profundas na gestão de negócios. Uma delas é a visão ampla e integralista da Saúde, que nada mais é do que o fim dos silos. Esses silos podem estar tanto dentro de uma mesma instituição - departamentos que não conversam entre si - quanto entre diferentes players - como é o caso de operadoras e hospitais, que têm interesses absolutamente distintos em seus modelos de negócios.

“As tecnologias que temos atualmente não conseguem nos dar um poder de decisão rápido. Nesse aspecto a IA consegue cruzar esses dados. Com o cruzamento de dados conseguimos fazer com que a máquina aprenda mais rápido e até tome algumas decisões”, explicou Ubirajara Maia, diretor corporativo de sistemas da MV, em webinar transmitido durante a Semana da MV - evento virtual realizado entre 18 e 20 de julho, em comemoração aos 31 anos da MV.

Para o CIO do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Jacson Barros, que também participou da Semana da MV, um dos desafios para a tecnologia é que a evolução não levou em conta as pessoas que teriam que usar as ferramentas. “As novas tecnologias, sejam elas quais forem, precisam estar alinhadas a uma transferência de conhecimento do uso dessas tecnologias. Anos atrás, quando, junto com a MV queríamos aplicar um sistema de checagem de medicamentos nas farmácias com tablet os funcionários ficaram desesperados por não saberem usar o aparelho, mas hoje em dia se tornou uma coisa comum”, esclarece.

Abaixo, outras expectativas para o futuro do setor:

  • Relação operadora/prestadora: as novas tecnologias, sobretudo a IoT e IA, impactam diretamente na relação entre as operadoras e prestadoras, que terão uma gama maior de dados. Isso permitirá novos modelos de Saúde, como o baseado no conceito da medicina 4P - conceito discutido desde 2010 no mundo que prevê uma medicina baseada em preditividade, prevenção, participação e personalização.
  • Trabalho médico: a atuação do médico também deve ser modificada ao longo dos anos. Para Ronaldo Cristiano Pratti, professor da Universidade Federal do ABC (UFABC) e doutor em ciências da computação e matemática computacional, a IoT vai facilitar o acompanhamento dos pacientes, o que deve antecipar possíveis doenças e tratamentos. "Com a popularização de dispositivos vestíveis, médicos poderão ter acesso a informações do paciente em tempo real com um dispositivo que monitora a pressão arterial 24 horas por dia, por exemplo. Nos próximos anos, esses dispositivos tendem a ficar mais inteligentes e com a sua popularização, será possível criar bancos de dados que podem ser usados para criar modelos do estado físico/médico das pessoas”, esclarece. 
  • Descoberta de doenças: para o coordenador adjunto do curso de medicina da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), Fernando Teles de Arruda, o diagnóstico será beneficiado. ”Hoje, com um exame de sangue, conseguimos analisar cerca de 2 mil possíveis problemas.om o avanço das pesquisas, esse número vai chegar a 20 mil. A pesquisa em medicina molecular, com células-tronco, já está avançada e deve chegar ao mercado. Além de novos medicamentos que surgem, cada vez com mais tecnologia envolvida. Tudo isso com os grandes estudos, que chamamos de Big Trials.”
  • Profissionalização: nos próximos cinco anos, a tendência é a governança corporativa, segurança do paciente e análise e gestão de risco, explica Arruda. O coordenador da USCS também é taxativo ao afirmar que, com cada vez mais tecnologia, mais será exigido dos líderes em Saúde. "A profissionalização da gestão ser; a cada vez mais exigida”, explica.

Com muitos aparatos de TI em Saúde, focado no paciente e com forte gestão hospitalar: é isso o que pode se esperar para  o setor da Saúde do futuro.

Assista ao webinar "A evolução da tecnologia como meio para alcance de objetivos e resultados" e tenha acesso a tudo o que foi discutido sobre o tema durante a Semana da MV.

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