26 / Abril / 2018

Operadora de Saúde: rastreabilidade de DMIs amplia segurança do beneficiário

DMIs

Dispositivos rastreados possuem histórico que pode ser consultado no caso de intercorrências ou necessidade de substituição; procedimento ainda evita desvios e fraudes que comprometem o orçamento da organização

 

O Dispositivo Médico Implantável (DMI) é qualquer instrumento, aparelho, equipamento, software, material ou artigo - utilizado isoladamente ou em combinação - introduzido no corpo humano. Essa intervenção ocorre para diagnóstico, prevenção, controle, tratamento, atenuação ou compensação de uma doença, lesão ou deficiência. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que existem pelo menos 8 mil tipos deles, portanto, as opções para beneficiários, médicos e operadoras de Saúde são inúmeras. Cabe aos agentes do cuidado decidirem em conjunto a melhor opção para cada caso.

Além de indicação e qualidade, a capacidade de rastreio é essencial no momento da escolha do DMI. De acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a codificação garante a segurança do beneficiário, pois fornece o histórico de origem e destino do material. Caso ocorra algum problema ou intercorrência médica relacionada ao DMI, o portador pode identificar as características e ciclo de vida do produto a partir dos registros na plataforma Registro Nacional de Implantes (RNI).

A ANS recomenda que a operadora de Saúde cumpra um passo a passo para manter o beneficiário portador do DMI informado e orientado:

  • Antes da cirurgia: prestar orientação sobre os motivos da indicação do dispositivo implantável e os procedimentos preparatórios para a cirurgia. 
  • Pós-cirurgia: identificar e explicar sobre as particularidades dos DMIs, cuidados com a saúde e eventuais restrições no dia a dia. 
  • Rastreabilidade: entregar a etiqueta de rastreabilidade ao beneficiário. Nela devem constar, obrigatoriamente, nome do fabricante, número de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), lote de fabricação, validade e referência do material pelo fabricante (modelo e tipo do DMI). 
  • Agenda de revisão: garantir que, na saída do hospital, o beneficiário tenha em mãos a agenda de retorno com seu médico e com todos os dados relacionados à cirurgia.

 

Registros

A ANS ainda indica que a operadora de Saúde mantenha registros internos de rastreabilidade que vão além da etiqueta entregue ao beneficiário. Um sistema de gestão (Enterprise Resource Planning - ERP) pode ajudar a controlar e organizar essas informações, facilitando o acesso quando houver eventuais intercorrências ou necessidade de substituição de um dispositivo.

Com o sistema, a organização tem o histórico completo de todos os DMIs implantados, podendo cruzar esses dados com outras informações referentes a seus beneficiários para, por exemplo, prever cenários de demanda futura e populações de risco que podem vir a necessitar de um DMI. Assim, é possível prever necessidades de compra e planejar melhor o orçamento, garantindo a disponibilidade para todos os beneficiários que necessitem.

Esses dados armazenados pelo ERP ainda podem ser utilizados para garantir que o beneficiário que precisa de um dispositivo, de fato, receba o equipamento indicado, evitando desvios e fraudes que comprometem o orçamento e a credibilidade da organização de Saúde. Isso pode ser feito por meio de um ciclo de rastreabilidade, com registro eletrônico de todas as etapas pelas quais o DMI passa da compra até a cirurgia de implantação.

A informatização deve contemplar também a capacidade de detectar incoerências, ou seja, avaliar se o dispositivo solicitado é incompatível com a necessidade. Sob a ótica financeira, deve fazer a equivalência dos produtos, oferecendo sugestões de menor custo. E deve permitir a comparação de preços, com histórico dos valores praticados por todos os fornecedores, a fim de estimular negociações em caso de preços acima da última cotação.

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