29 / Janeiro / 2019

Os 10 passos da gestão hospitalar de sucesso

Gestão hospitalar

Gestor deve estar atento a todos os processos do hospital, bem como perceber os gargalos e, com o auxílio da tecnologia, solucioná-los

 

No Brasil, estimativa da Fundação Vanzolini aponta que o setor de Saúde desperdiça entre 25% e 30% do valor investido tanto na área pública quanto na privada. Diante desse cenário, promover uma gestão hospitalar eficiente é passo fundamental para garantir o pleno funcionamento e até mesmo a sobrevivência do hospital como um negócio. 

A administração hospitalar deve incluir processos operacionais transparentes e que facilitem e otimizem a assistência. Algumas práticas auxiliam no alcance de uma organização sustentável, diminuindo os gargalos e fazendo com que a instituição funcione melhor. A tecnologia na Saúde também se mostra fundamental na busca por melhorias gerenciais nos hospitais. Sistemas de gestão e outras ferramentas organizam a instituição, facilitam o balanço financeiro, mostram onde há gastos desnecessários, bem como outros gargalos que podem ser solucionados com mais facilidade. Elas ainda permitem conhecer os custos e saber quais especialidades e convênios trazem uma rentabilidade melhor para a instituição. 

Conheça os 10 passos da gestão hospitalar eficiente: 

1- Conhecimento do perfil dos pacientes: o primeiro passo é entender em que contexto a instituição está inserida, se possui um histórico completo e digitalizado do quadro clínico dos pacientes e quais as patologias mais comuns, bem como se já adota o sistema de Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) para centralizar essas informações. Esse big data serve como base para trabalhar com Business Intelligence (BI), analytics e outras ferramentas de análise, que preveem cenários como iminentes surtos epidemiológicos, aumentos sazonais no fluxo de internações, na procura de certas especialidades, entre outros. Com conhecimento sobre os custos do tratamento, a instituição consegue ainda preparar com mais eficiência sua política de comercialização de pacotes junto a operadoras, tornando-se mais competitiva. 

2- Recepção e atendimento de qualidade: a entrada do paciente no hospital é determinante para toda a assistência. Qualquer falha no atendimento da recepção cria uma imagem negativa da instituição. É papel da gestão implementar processos claros e treinar os colaboradores. O uso de um sistema de gestão hospitalar, por exemplo, reduz o tempo de atendimento e cria um fluxo lógico, justo, organizado e humanizado. 

3- Melhoria contínua: a gestão eficiente vai além da adoção de práticas pontuais. Ela se dá com a melhoria e atualização contínua, especialmente por meio da metodologia de gerenciamento de processos hospitalares. É necessário alinhar os padrões às necessidades, mantendo uma gestão inovadora e de qualidade, a fim de gerar nos públicos interno e externo a percepção de valor desejada. Uma forma de alcançar esse resultado é por meio da obtenção de certificações e acreditações hospitalares, instrumentos que entregam maior credibilidade, garantia de eficácia nos métodos de gestão, referencial seguro para a melhoria contínua, além de diagnóstico objetivo sobre o desempenho dos processos. 

4- Estrutura em dia: ter uma boa estrutura é ponto crucial para garantir a satisfação dos pacientes e a entrega de um serviço de qualidade. O engajamento dos profissionais de Saúde também é fundamental para atingir esse fim, e o desempenho deles depende muito da estrutura oferecida. Ter sistemas integrados, por exemplo, é um importante apoio para a tomada de decisão do médico. 

5- Treinamento: valorizar o capital humano da instituição também é papel do gestor. Incentivar os colaboradores a se atualizarem é fator decisivo para manter a qualidade da assistência alta. Os programas de treinamento contínuos cumprem bem essa missão. 

6- Planejamento estratégico: a administração do hospital deve mantê-lo em dia, bem como orientar os colaboradores sobre quais caminhos precisam ser seguidos para alcançar as metas traçadas. Para a criação de um planejamento estratégico, as instituições de Saúde devem delinear sua missão, sua visão e valores, identificando qual será o seu diferencial, qual a expectativa para o futuro e que princípios guiarão suas decisões. 

7 - Processo de troca de informações: para uma gestão hospitalar mais fluida, a integração das tecnologias é fundamental. A facilidade de compartilhamento de informações entre os departamentos do hospital otimiza a comunicação e facilita tanto processos operacionais quanto assistenciais, trazendo ganho de produtividade. 

8- Fortalecimento de vínculos com fornecedores: estabelecer uma boa comunicação é primordial para garantir que os itens necessários para a prestação dos serviços estejam disponíveis. Com uma rede de suprimentos otimizada e tecnologia implementada, o hospital tem pleno controle sobre os insumos, diminui custos e evita desperdícios. 

9- Gestão financeira eficiente: uma administração hospitalar eficiente tem todos os processos financeiros sob estrito controle, o que significa fechar com clareza as contas e evitar glosas, além de obter redução do ciclo financeiro da conta. Na prática, sistemas de gestão permitem controles mais rígidos e reduzem as pendências após a alta do paciente, o que torna o tempo de entrega da conta menor, aumenta o volume de entregas em um mesmo período de tempo e otimiza o fluxo de caixa, antecipando receitas.  

10- Atenção aos indicadores de desempenho: o papel deles é concatenar dados a fim de viabilizar análises e comparações que ajudam a nortear a gestão, para que ela seja mais confiável e saiba onde está acertando e onde é preciso melhorar. Os dados, observados em conjunto, se tornam informações valiosas para a melhoria dos processos e, consequentemente, da assistência e dos resultados financeiros do hospital. 

Seguindo esses passos o gestor garante uma visão completa e horizontalizada do hospital, o que permite maior controle dos processos e facilita eventuais correções de rota rumo a uma saúde de qualidade e um negócio também saudável.

Guia prático: como fazer uma gestão eficiente em instituições de saúde?

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