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06 / Janeiro / 2017

PACS na nuvem: cinco cuidados antes de contratar

O PACS (Picture Archiving and Communication System, ou Sistema de Comunicação e Arquivamento de Imagens) permite maior integração e agilidade nas decisões clínicas. Quando disponibilizado em cloud computing, pode ser acessado de qualquer lugar, acelerando o acesso do médico aos resultados de exames dos pacientes.  

“A adoção do PACS na nuvem está ´pegando fogo´: é muito mais barato do que o formato convencional e a área de radiologia tem uma quantidade astronômica de dados para armazenar”, contextualiza Renato Sabbatini, professor doutor, diretor da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS), vice-presidente da HL7 no Brasil e consultor em interoperabilidade. Segundo o especialista, clínicas chegam a gerar dois  terabytes de dados por dia. “Se a clínica contratar um data center, vai custar muito caro. Com nuvem não: por ser elástica, contrata-se somente aquilo que vai usar, de acordo com a curva da demanda”.

O professor aconselha atenção a algumas questões durante a implantação do PACS na nuvem – especialmente as relacionadas à segurança da informação. “O item crucial é de que nenhum hacker consiga invadir e roubar os dados”, diz, detalhando cinco pontos que devem ser avaliados  antes de efetuar a contratação da tecnologia:

1. Pesquisar e selecionar nuvens de alta disponibilidade. Geralmente, esse item é medido em porcentuais, a partir de 99%: quanto maior a proporção, menos probabilidade de a conexão cair. “Os números depois da vírgula indicam se uma nuvem tem chance de ficar fora do ar por seis dias ou apenas três ou quatro horas no período de um ano. Pode parecer pouca coisa, mas quando se está diante de uma decisão médica que pode resultar em vida ou morte do paciente, faz toda a diferença se a nuvem estiver indisponível bem na hora em que se precisa dela”, explica. Quanto maior a disponibilidade, obviamente, maior o investimento;

2. Optar por nuvens privadas – clouds públicas estão fora de cogitação. É preciso que o ambiente seja somente daquela empresa, e não um espaço compartilhado;

3. Garantir, por meio de certificações, que o ambiente seja altamente seguro e se valha de criptografia, para proteger a comunicação entre servidores, e de identificação de destino, para que os dados não sejam levados a um servidor criminoso;

4. Optar por PACS na nuvem que tenham backup;

5. A cloud deve ser escolhida por nível de qualidade e segurança, não por valor de investimento. “É preciso unir preço com qualidade. Não pode ser uma decisão meramente financeira”, aconselha.

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