12 / Agosto / 2015

PEP é crucial para atenção em rede

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Se do ponto de vista de gestão de um hospital, o PEP (Prontuário Eletrônico do Paciente) garante mais agilidade, segurança, eficiência e redução de custos, para o sistema de saúde brasileiro os ganhos também são imensos. Especialmente para as RAS (Redes de Atenção à Saúde) – instituições de serviços de saúde vinculadas entre si por missão única e objetivo comum: garantir atenção contínua e integrada a determinada população, no tempo e lugar certos, de forma humanizada.

Embora ainda não tão massificadas, soluções de PEP já são realidade em boa parte do setor de saúde privada, mas precisam avançar na saúde pública. Por gerar facilidade, agilidade e segurança para os profissionais de saúde, a implantação dos prontuários eletrônicos em todo o território nacional significaria um grande passo em direção à melhoria na qualidade da assistência prestada aos pacientes.

Capaz de integrar as informações de todos os serviços e unidades da rede pública de saúde, um sistema de PEP pode reduzir o número de papéis arquivados, diminuir a ocorrência de erros de conduta, evitar a redundância de procedimentos e aumentar a produtividade do serviço e a satisfação dos usuários. Além disso, os dados armazenados ficam disponíveis em tempo real podendo ser acessados de qualquer lugar. As informações, mais legíveis que os prontuários redigidos a mão, ficam armazenadas no sistema, dando suporte ao processo de recuperação, estudos clínicos e avaliações para a melhora do paciente.

Ao auxiliar na melhoria da qualidade do atendimento, o PEP integra o paciente aos serviços de saúde locais colaborando assim para otimização da gestão pública. Com as informações de todos os serviços e unidades da Rede Pública de Saúde integradas, é possível fazer o monitoramento dos dados e o acompanhamento da situação e histórico de saúde dos cidadãos para depois realizar o controle efetivo da aplicação dos recursos públicos. Um PEP em uma rede de atenção é essencial para a organização racional dos fluxos e contrafluxos de informações, produtos e pessoas. Sem o PEP, a atenção primária à saúde fica prejudicada por não poder exercitar seu papel de centro de comunicação, coordenando o cuidado.