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19 / Agosto / 2016

Radiologia intervencionista: por que os tratamentos são mais rápidos com ela?

radiologia intervencionista

Um dos setores que mais tem crescido dentro da área da saúde é, sem dúvida, a radiologia. Desde seu início, em 1895, até os dias atuais, os recursos oriundos da radiologia têm transformado o conhecimento médico, uma vez que possibilitam um conhecimento mais profundo sobre o corpo humano e suas condições, sem a necessidade de investir em procedimentos invasivos. Assim, por várias décadas, mesmo com o aprimoramento da tecnologia e a popularização de aparelhos mais sofisticados, a radiologia se manteve desempenhando um papel quase meramente diagnóstico, observando externamente as mais diversas situações clínicas. E é com o propósito de promover ações terapêuticas e aprimorar a capacidade mais nobre da Medicina (o diagnóstico) que surge a radiologia intervencionista.

A radiologia intervencionista se distingue de outros campos de atuação por sua capacidade quase única de aliar as informações provenientes de imagem, na maior parte do tempo em tempo real, para serem usadas de forma prática, para benefício do paciente. Nesse campo, destacam-se procedimentos como embolização, quimioembolização, drenagem de abscessos, implante de stents, radioablação e obtenção de acesso venoso central para hemodiálise ou tratamento quimioterápico. Quer saber por que motivo os procedimentos realizados com essa técnica são mais rápidos que os feitos com as práticas habituais? Confira!

Tempo de preparação

Em todo procedimento cirúrgico é preciso fazer uma avaliação prévia a fim de identificar situações que possam incorrer em desfechos desfavoráveis. É de se imaginar, portanto, que diversos procedimentos terapêuticos, principalmente aqueles com abordagem mais complexa (como cirurgias abdominais, torácicas ou cranianas) necessitem de extensa avaliação por parte da equipe de cirurgia, anestesiologia e, muitas vezes, cardiologia. Além disso, algumas comorbidades podem demandar avaliação do especialista da área.

Todas essas avaliações, acrescidas de controle de taxas e sintomas, ajuste, troca ou suspensão de medicamento, levam a um aumento do tempo necessário para realização de qualquer tratamento. E isso não torna o processo desmotivador e oneroso apenas para o paciente, mas também para o serviço e os profissionais que o atendem. O uso da radiologia intervencionista minimiza esse ônus, utilizando-se de técnicas minimamente invasivas, de modo a tornar todo o procedimento mais seguro e fazer com que a preparação seja abreviada e mais permissiva, tendo em vista os baixos riscos inerentes à técnica.

Tempo de procedimento

De maneira geral, todo procedimento cirúrgico prima por um processo adequado e metódico, envolvendo a diérese, a hemostasia, a exérese e a síntese. Isso significa que, antes da chegada ao ponto que precisa ser acessado para o correto tratamento, é necessário incisar e divulsionar cada plano, do mais superficial ao mais profundo, e realizar o tratamento em si, cuidando que não haja sangramento excessivo e seja desfeita a solução de continuidade promovida pela incisão. Por todo esse processo, pela provável necessidade de busca pelo lugar de interesse do tratamento, bem como pela usual terapêutica de tecido sadio em busca de garantir que a parte doente receba a intervenção proposta, é comum que a cirurgia demande muitas horas para sua completa realização.

Já nos tratamentos realizados com a radiologia intervencionista, o comum é que não seja necessário um amplo processo de incisão, com pequeno risco de sangramento e outras complicações, ao utilizar técnicas menos traumáticas. Pode-se fazer apenas a introdução de uma agulha ou de um cateter, sob visão e monitorização de imagem adequada ao procedimento (como ultrassonografia, angiografia ou tomografia computadorizada, por exemplo), fazendo com que alguns procedimentos ocorram de maneira muito mais segura em um tempo consideravelmente menor.

Tempo de internação

Nas abordagens convencionais, é bastante comum a necessidade de internação do paciente para a realização da preparação discutida no tópico anterior. Porém não é apenas por esse motivo que existe um prolongamento do tempo de internação entre procedimentos cirúrgicos clássicos em comparação à radiologia intervencionista! Pelas próprias características do procedimento cirúrgico, faz-se necessário que um paciente submetido a esse tipo de tratamento permaneça internado por alguns dias, em alguns casos sendo necessário até cuidados intensivos, aumentando o tempo necessário para a alta e o custo de toda a operação.

Em procedimentos abdominais, por exemplo, demanda-se uma atenção redobrada com relação à instituição gradual da dieta do paciente, bem como à observação de normalização dos hábitos intestinal e urinário. No caso de procedimentos realizados com a técnica de radiologia intervencionista, raramente se faz necessária uma exaustiva preparação para o procedimento com o paciente internado, além de que o tempo necessário para a completa recuperação da funcionalidade essencial do paciente para que ele receba alta não costuma passar de poucos dias.

Tempo de recuperação

Mesmo após a alta do serviço hospitalar, pacientes submetidos a amplas intervenções cirúrgicas necessitam de algum tempo para recuperar integralmente suas funções. Nesse caminho, muitos pacientes podem apresentar algum tipo de sintoma — mais frequentemente dor, com restrição de algum tipo de movimento ou atividade habitual, especialmente dirigir e trabalhar. Isso sem contar que frequentemente necessitam de algum cuidados médico ou de enfermagem após o retorno para casa, seja para limpar adequadamente as feridas, trocar curativos, esvaziar drenos ou apenas retirar pontos.

Em contrapartida, em tratamentos realizados com a técnica de radiologia intervencionista, mesmo que possam estar inclusos procedimentos como uso de drenos, curativos ou fios de sutura, sua demanda costuma ocorrer em menor magnitude: com feridas menores, devido às pequenas incisões, levando à presença de poucos pontos no pós-operatório. Assim, o tempo para a cicatrizarão adequada e o estabelecimento da capacidade funcional do paciente de maneira integral, com retorno ao trabalho e suas atividades habituais, ocorre em um tempo muito menor quando comparado aos procedimentos cirúrgicos.

Por tudo isso, fica claro que contar com um serviço de radiologia intervencionista rapidamente deixará de ser um diferencial dos serviços de saúde, passando a ser uma necessidade para o tratamento ideal aos pacientes, não concorda? Já está na hora de contar com um método que, além do menor tempo necessário para o tratamento adequado, também implica em maior eficiência terapêutica, bem como menor gasto com eventuais complicações, insumos e tempo de internação prolongado.

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