09 / Janeiro / 2018

Saúde Digital: aplicativos revolucionam relação médico-paciente

Apps na Saúde

Apps tornam mais fáceis diversas atividades cotidianas, mas só agora começam a integrar o universo da Saúde; uso pode otimizar relacionamento entre as organizações e os pacientes e servir de apoio na assistência

 

O smartphone digitalizou processos e trouxe inúmeras facilidades ao cotidiano, com a oferta de aplicativos que substituem a ida ao banco, facilitam serviços de e-commerce e delivery e permitem interações sociais imediatas, como é o caso do Whatsapp - atualmente indispensável para muitas pessoas e até empresas. E com o avanço da Saúde Digital, os aplicativos também ganham espaço no cuidado com a saúde e elevação da qualidade de vida.

Em pesquisa sobre tendências globais para 2017, realizada pelo Instituto Ipsos no fim de 2016, 69% da população mundial afirmou que não consegue imaginar sua vida sem internet e 54% disseram que não poderiam viver sem smartphone. Segundo o estudo "Top Health Industry Issues of 2016" ("Principais questões da indústria de Saúde para 2016", em tradução livre), da consultoria norte-americana PwC, o número de usuários de apps para a Saúde aumentou de 16% para 32% entre 2013 e 2015 em todo o mundo. 

A inserção de aplicativos no cuidado em saúde revoluciona a relação médico-paciente e o trato do indivíduo com todo o sistema de Saúde. Wagner Sanchez, diretor acadêmico da Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap), destaca os possíveis usos dessas ferramentas:

- Marcação de consultas e exames.

- Recebimento dos resultados de exames.

- Aviso de chegada dos pacientes em hospitais de emergência e consultas ou outros procedimentos pré-agendados.

- Auxílio no monitoramento e registro dos sinais vitais dos pacientes, que podem servir de apoio ao diagnóstico médico.

- Acompanhamento de exercícios físicos e alimentação, de acordo com as determinações médicas.

“Temos um processo que chamamos de cognificação, que resumidamente significa adicionar inteligência a qualquer dispositivo com o qual interagimos. Hoje já temos diversos gadgets com alguma inteligência artificial, mas a tendência é que tenhamos uma grande oferta de sistemas inteligentes sob demanda, para que possamos utilizar nas mais diversas funções, nos ajudando a resolver problemas de forma mais assertiva e rápida”, explica Sanchez.

 

Mudanças

O desenvolvimento da Saúde Digital por meio do uso de aplicativos impacta na assistência. “As possibilidades são imensas, pois de posse dos dados gerados por esses aplicativos, os gestores possuem uma poderosa arma que auxilia na entrega do serviço ou produto mais adequado, ou seja, em Saúde, entregar exatamente aquilo que o paciente está procurando no momento certo”, afirma Sanchez.

A evolução e o desenvolvimento dos aplicativos refletem, também, na prática da medicina preditiva, que se baseia em análises realizadas por meio de informações clínicas já existentes sobre o paciente e seu estilo de vida, permitindo assim a identificação de possíveis riscos à saúde. “Os aplicativos podem servir como apoio para fazer a gestão de doentes crônicos ou mesmo evitar que as doenças se manifestem ou gerem agravos. Eles podem atuar como um conselheiro médico de bolso, que colabora com a qualidade de vida das pessoas, informando o que se deve fazer e o que precisa ser evitado, tudo isso para que as pessoas possam aumentar a expectativa de vida com qualidade”, destaca Sanchez.

Além de apoio ao cuidado, os aplicativos de Saúde podem servir também para resolver gargalos como o tempo de espera por atendimento nos hospitais. Um exemplo é o uso de ferramentas para dispositivos móveis que permitem que o paciente realize o check-in no momento da chegada ao estabelecimento de saúde, semelhante ao que ocorre com companhias de aviação. Por meio do dispositivo, o acesso à ficha do paciente é imediato, o que economiza tempo com o cadastro necessário na recepção e agiliza o atendimento como um todo.

Do ponto de vista do gestor de Saúde e de como os dados gerados pelos aplicativos podem ser trabalhados, o diretor acadêmico da Fiap complementa: “todos os dados armazenados pelos aplicativos e redes sociais podem ser bastante úteis como informação de gestão, desde que seja possível aplicar uma mineração eficiente, por meio do uso de ferramentas como Business Intelligence [BI], analytics ou big data.”

Dessa forma é possível transformar as informações em decisões que impactam o negócio e tem potencial para mudar a forma como todo o sistema de Saúde funciona.

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