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08 / Maio / 2017

Segurança do paciente: como evitar a interação medicamentosa

Interação medicamentosa

Não é à toa que durante a triagem para um procedimento médico o paciente sempre é consultado se toma alguma medicação. Esse é o método mais usual para garantir a segurança do paciente e prevenir uma interação medicamentosa, evento que acontece quando os efeitos de um fármaco são alterados pela presença de outro, bem como pela mistura com fitoterápicos (os chamados remédios naturais), alimentos, bebidas ou algum agente ambiental. Segundo dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), anualmente ocorrem cerca de 30 mil casos de intoxicação por uso de medicamentos no Brasil. Entre 2008 e 2012, o País registrou 138.376 intoxicações e 365 mortes causadas por medicamentos.

Embora não seja possível quantificar exatamente o número de casos decorrentes especificamente de interação medicamentosa, em três circunstâncias específicas o risco aumenta: pelo uso terapêutico errado, pela prescrição médica incorreta e por automedicação. Esse último, aliás, é um dos grandes vilões. Sete entre dez brasileiros costumam ingerir remédios sem orientação médica, de acordo com levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico (ICTQ).

O problema é que ingerir medicamentos de forma equivocada pode causar problemas sérios. As consequências podem se apresentar de forma sutil, com mal-estar e dores no corpo ou até evoluir para casos mais sérios onde podem provocar sangramentos e até problemas cardíacos, podendo, em situações extremas, levar o paciente a óbito.

É importante ressaltar, porém, que nem todas as interações medicamentosas são ruins. Quando dois medicamentos são administrados concomitantemente para um paciente, de forma consciente, eles podem agir de forma independente entre si, ou podem propiciar aumento ou diminuição de efeito terapêutico ou de efeito tóxico de um ou de outro. Há interações benéficas e úteis, como na coprescrição deliberada de anti-hipertensivos e diuréticos, em que estes aumentam o efeito daqueles ou reduzem seus efeitos adversos.

A incidência de reações adversas causadas por interações medicamentosas não é totalmente conhecida, especialmente devido à dificuldade de sistematizar os números e os tipos de pacientes aos quais foram e são prescritas as combinações com potencial para problemas. Por isso, há casos onde a associação de dois ou mais fármacos tem efeito negativo. Além disso, ainda há fatores externos. Por exemplo, a ingestão de bebida alcoólica durante a vigência da ação de um barbitúrico ou de um ansiolítico pode causar depressão do sistema nervoso central maior do que a esperada.

Na prática clínica, muitas das interações medicamentosas têm importância relativa, com pequeno potencial lesivo para os pacientes. Porém, visando eliminar as interações com efeitos colaterais graves e a segurança do paciente há alguns cuidados que podem ser tomados por unidades de Saúde. Parte deles incluem o uso da tecnologia como aliados:

Reconciliação Medicamentosa: Obtenção de uma lista completa, precisa, atualizada dos medicamentos que cada paciente utiliza em casa que deve ser comparada com as prescrições médicas feitas na admissão, transferência, consultas ambulatoriais e alta hospitalar visando assegurar a terapêutica do tratamento individualizado.

Conhecimento: Profissionais da Saúde devem se atualizar constantemente e conhecer o potencial de interação das drogas (seja com outras drogas, com alimentos, tabaco ou álcool) mais correntemente prescritas dentro da especialidade.

Interação: Trabalhar na conscientização dos pacientes e se inteirar dos medicamentos usados (prescritos por outros profissionais ou usados na forma de automedicação), além de orientar sobre o uso correto de dosagem dos fármacos.

Tecnologia: Usar ferramentas tecnológicas que eliminem as chances de erros humanos e consequentemente o uso de dosagem ou medicação incorreta para garantir a segurança do paciente, como:

1. Circuito fechado de medicamentos - Sistema que possibilita a identificação do paciente e acompanha os processos de prescrição, dispensação e preparação dos medicamentos, além da checagem beira-leito, tecnologia móvel que pode percorrer todo o hospital e garante que qualquer medicamento solicitado pelo médico seja identificado e confirmado pelo painel de checagem. Esta ferramenta evita a duplicidade ou troca de medicação.

2. Prontuário Eletrônico de Paciente (PEP): entre outras funções, a ferramenta substitui as prescrições em papel e permite que todos os dados e informações dos pacientes fiquem armazenados em um só lugar. A tecnologia promove a segurança das prescrições médicas e evita erros de interpretação e dosagem. Além disso, a prescrição eletrônica é feita com base em dados atualizados dos pacientes e evita que ocorram interações graves e até letais. Outra benfeitoria é a integração do PEP com portais de conhecimento médico,  o que ajuda a amparar a decisão clínica graças ao acesso a pesquisas globais e informações atualizadas sobre fármacos. Além disso, essa unificação permite a emissão de alertas: o próprio PEP avisa se aquele paciente, conforme seu histórico, tem alguma alerta à fórmula a ser aplicada ou se há chances de interação medicamentosa. .

Todos os passos para evitar uma interação medicamentosa devem ser seguidos, sempre ressaltando a necessidade de conscientização da população para a necessidade do uso racional de medicamentos.

eBook: Como a Inteligência Clínica transformará o tratamento dos pacientes nos hospitais

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