09 / Novembro / 2017

TI Estratégica #2: Hospitais não crescem sem estrutura estratégica de TI

Saúde Digital

Para Tiago Damasceno, CIO do Leforte, advento de novas tecnologias aumenta a necessidade de o departamento se posicionar como propulsor na aplicação das inovações, com resultados tanto para a gestão quanto para o paciente

 

A Saúde digital assume, cada dia mais, papel de destaque na estratégia das organizações. Para abordar esse movimento, a MV preparou conteúdos que trazem a experiência de grandes executivos do setor sobre a tecnologia da informação (TI) estratégica. No segundo especial sobre o tema, Tiago Damasceno, CIO dos Hospitais Leforte, destaca o papel desse departamento do hospital na era da indústria 4.0.

Na opinião do CIO, o advento de tecnologias como Business Intelligence (BI) e big data - que permitem trabalhar a grande quantidade de dados gerados pelos sistemas informatizados - amplia a necessidade de a TI assumir papel de propulsora na aplicação das inovações em Saúde digital. “São ferramentas que ajudam a praticar a inteligência de negócios, por parte da gestão, e a preditividade junto aos pacientes, elevando assim as instituições a patamares de excelência, resolutividade e melhoria em seus resultados”, comenta.

Para Damasceno, a TI ganha destaque em um hospital quando existe alinhamento entre as estratégias de negócios desenhadas pela gestão e o departamento. “Ou seja, o objetivo da TI deve ser agregar informações que possam trazer às organizações de Saúde vantagens competitivas, redução de custos, confiabilidade operacional e prover oportunidades para a melhoria de processos e prestação de serviços”, cita.

Com todas essas possibilidades em mente, uma gestão que encara a TI como estratégica, aliada à transformação digital, se destaca entre as demais. Conforme o CIO, esse novo perfil do departamento pode ser um pilar fundamental na alavancagem dos resultados e propulsor de inovações, viabilizando a melhor aplicação de recursos já existentes, automação, digitalização dos processos e adoção de tecnologias disruptivas. Tudo isso, conforme Damasceno, tem potencial para elevar a qualidade na prestação do atendimento ao paciente, melhorando o relacionamento entre a organização de Saúde e seus clientes, elevando o grau de profissionalismo corporativo e posicionando a organização como referencial no segmento da Saúde. 

Para que os hospitais do País alcancem esse patamar, o especialista acredita que é necessário evoluir a forma como se administra o setor de Saúde no Brasil. “É necessário o entendimento por parte das lideranças que nenhum hospital da era da Saúde digital consegue efetivamente crescer sem uma estrutura estratégica de tecnologia. Com isso, elaborar um planejamento estratégico definindo as prioridades de negócio e alinhar com as estratégias de TI, tendo como pilares a governança, a gestão e segurança da informação, a adesão tecnológica, o gerenciamento de processos, a infraestrutura e inovação, são itens de primeira necessidade.”

 

Na prática

Damasceno integra o processo de transformação digital dos Hospitais Leforte desde 2011, quando assumiu como missão a liderança do processo de modernização do parque tecnológico. Com ele foram implantados projetos estratégicos que tiveram como principal resultado o crescimento do grupo e a melhoria dos serviços oferecidos aos pacientes.

Ao longo dos últimos anos o hospital ampliou a infraestrutura tecnológica, adotou ferramentas como o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), ganhou interatividade no centro cirúrgico, implantou soluções de mobilidade no processo logístico da farmácia e checagem beira-leito, começou a praticar a gestão de indicadores e passou a contar com moderno sistema de gestão hospitalar. “Nossa mais recente inovação é o Aplicativo Leforte, que permite o check-in online antes de dar entrada no pronto-socorro, além do agendamento de consultas e exames por meio da plataforma digital”, destaca o CIO.

A necessidade de encontrar respostas para melhorar a experiência do paciente com a organização foi o que motivou o desenvolvimento do aplicativo, diante de uma realidade na qual os usuários não são mais desprovidos de informação e nem delegam cegamente aos profissionais ou às instituições de Saúde o seu bem-estar. “Mais do que nunca, cada paciente deve ser visto como único. Os serviços prestados devem ser adequados a cada usuário, às suas necessidades, preferências e valores individuais. Foi assim que buscamos, por meio da tecnologia, incentivar mais essa inovação a fim de alcançar resultados e agilizar cada vez mais a implantação de processos digitais no Leforte”, comenta Damasceno.

Leia também o artigo do presidente da MV, Paulo Magnus, sobre o tema e os demais conteúdos especiais sobre o tema, que abordam as experiências de outras organizações de Saúde com a TI Estratégica na Saúde:

 

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