19 / Junho / 2018

7 estratégias para reduzir a média de permanência no hospital

Permanência no hospital

Mais que liberar quartos de maneira rápida e eficiente, controlar de forma inteligente o número de dias de internação impacta no desempenho financeiro do hospital e na qualidade da assistência

 

Levantamento da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), divulgado em 2016, aponta que as internações representam cerca de 40% das despesas assistenciais no Brasil. Ao mesmo tempo, a média de permanência em instituições de ponta está em queda - passou de 4,79 dias em 2014 para 4,38 dias em 2016, de acordo com a pesquisa Custos da Saúde, desenvolvida pela Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) em parceria com a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma).

Quando o assunto é o número de dias de internação, nem sempre mais significa melhor. Pensar em estratégias para gerir a média de permanência, portanto, é fundamental para manter o equilíbrio financeiro do hospital e a qualidade da assistência, garantindo a segurança do paciente.

Mais que simplesmente liberar quartos de maneira rápida e eficiente, gerir esse indicador tem impacto direto no desempenho. Ele reflete em diminuição de custos, otimização nos processos e redução do índice de infecções e outros eventos adversos. Em um sistema conectado, o médico tem acesso online aos resultados de exames e outras informações e, assim, agiliza a alta, ao mesmo tempo em que a equipe de limpeza recebe a liberação do quarto e organiza a acomodação muito mais rápido para a próxima internação.

Confira sete estratégias para reduzir a média de permanência:

  • Controle do fluxo do paciente no período de internação - diminui o tempo desnecessário de ativos cruciais de uma instituição, como centro cirúrgico, leitos de internação e Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O gerenciamento depende da capacitação de uma equipe multidisciplinar - médicos, enfermeiros e líderes administrativos - para uma atuação mais colaborativa, armazenamento e análise de dados do paciente, desde a entrada no pronto-socorro até o pós-cirúrgico, por exemplo, além do uso de dispositivos que facilitem o encaminhamento de exames, prescrição de medicamentos e outras etapas necessárias para o suporte à saúde. 
  • Desospitalização - pacientes em estágios de tratamento e recuperação, ou mesmo os que precisam passar por procedimentos cirúrgicos mais simples, podem ser encaminhados para um hospital-dia ou atendidos no sistema de cuidado em domicílio, evitando a internação desnecessária e deixando espaço para atendimentos críticos e emergenciais. 
  • Acesso online aos resultados de exames - com a implementação de plataformas internas de colaboração e comunicação, o médico tem na ponta do dedo uma ferramenta de consulta para acessar informações do paciente e iniciar o processo de alta com mais facilidade e agilidade. 
  • Prescrição e prontuário eletrônico - as informações compõem uma parte importante do Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), sistema que armazena o histórico do indivíduo, incluindo tratamentos, exames e prescrições já realizados, facilitando o atendimento médico e o diagnóstico correto. 
  • Ampliação de procedimentos cirúrgicos por robótica e artroscopia - acompanha o desenvolvimento de técnicas e métodos cirúrgicos menos invasivos e mais precisos, permitindo rápida recuperação ao paciente. 
  • Redução do tempo de permanência - com a adoção de diversas melhorias de processos, automação, uso de opções menos invasivas e capacitação da equipe médica e de enfermagem, o paciente fica menos tempo no hospital. Há ainda possibilidade de adoção de transferência de pacientes crônicos e de longa permanência para homecare. 
  • Implantação de protocolos clínicos - esses instrumentos auxiliam os profissionais na tomada de decisões — sejam elas simples ou complexas — que exijam paradigmas clínicos e subsídios teóricos confiáveis, agilizando todo o processo da assistência. Um exemplo é o protocolo clínico de fratura de fêmur do Hospital Unimed Recife III, que reduziu de 22 para 14 dias o período de internação.

Com estratégias que aliam gestão e tecnologia, o hospital é capaz de internar por menos tempo, mas com mais inteligência no uso dos recursos e menos risco ao paciente.

eBook: Aumentando a eficiência na gestão hospitalar: conheça as melhores práticas

eBook: Aumentando a eficiência na gestão hospitalar: conheça as melhores práticas

Baixe aqui