05 / Julho / 2016

Gestão em saúde: como as operadoras podem reduzir custos

operadora

Uma avaliação eficiente no sistema de custos pode proporcionar referências valiosas sobre a relação entre custo e benefício da rede credenciada, bem como sobre eventuais elevações sazonais nos índices de sinistralidade e possibilidades de investimento, além de dar um feedback significativo sobre a eficiência de gerentes, auditores e processos internos. Na prática, com o agravamento da crise econômica nacional, mais de 600 mil brasileiros saíram dos planos de saúde só nos primeiros três meses de 2016, sabia? E a lógica por trás desse cenário não tem mistério: a inflação alta, os elevados custos de prestação de serviços de saúde e as variações cambiais tornam o desafio de se manter solvente extremamente difícil.

Porém, ao contrário do que muitos podem pensar, há sim caminhos para melhorar a gestão em saúde das operadoras! É gestor do segmento e precisa de uma certa orientação? Então dê uma olhada nas recomendações que preparamos para você no post de hoje! Acompanhe:

 

Investimento em home care 

Um estudo feito por pesquisadores da área financeira e publicado na Revista de Informação Contábil, em 2013, provou que os beneficiários que possuem atendimento médico domiciliar reduzem cerca de 60% dos custos da operadora de plano de saúde. Apesar de ainda desconhecido no Brasil, esse é um caminho bem interessante seguido por outras nações, que apresenta um brutal impacto de redução de custos, sobretudo pela economia com diárias hospitalares.

 

Estímulo à medicina preventiva 

Outra ação interessante já implementada por algumas seguradoras de países desenvolvidos é incentivar visitas regulares a especialistas. Por mais que estimular um maior volume de consultas médicas pareça ser contrassenso, é preciso lembrar que o custo de um beneficiário internado é infinitamente maior que os ressarcimentos à rede credenciada. Estudos mostram que 70% das internações poderiam ser evitadas por meio de ações simples, como verificação regular da pressão arterial, investigação dos níveis de colesterol e glicose, exames cardiovasculares e assim por diante.

Seguindo esse raciocínio, as operadoras podem impulsionar seus beneficiários a adquirirem o hábito de visitar o médico antes de perceberem alguma anomalia concreta, basicamente por duas formas:

- Campanhas de conscientização: a operadora pode instituir datas especiais para cada ação (vacinação, exame de próstata e testes de glaucoma, por exemplo) em parceria com hospitais, centros de medicina diagnóstica e rede credenciada.

- Descontos progressivos na mensalidade: considerando que as pessoas reagem a incentivos, dar descontos nos planos de saúde dos beneficiários que sejam proporcionais a suas demonstrações de preocupação preventiva com a saúde também impactarão positivamente os Demonstrativos de Resultados do Exercício (DRE) e os balanços das operadoras de saúde.

 

Promoção da qualidade de vida do idoso 

Segundo a ANS, o percentual de idosos na carteira de beneficiários dos planos de saúde é de12,5% atualmente, mas a estimativa é que esse índice se amplie bastante nos próximos anos, em função do aumento de expectativa de vida do brasileiro e do maior acesso aos serviços de saúde por parte da nova classe média. Se a participação da população idosa nos planos de saúde aumenta sem parar, é mais que esperado que o gasto médio das operadoras com internação também se eleve. Entre 2007 e 2013, esses custos quase dobraram. Diante desse contexto, não comprometer os resultados líquidos das operadoras dentro de determinado período é quase um sonho.

Dessa maneira, as instituições do setor devem desenvolver programas de prevenção e qualidade de vida na terceira idade, envolvendo equipes multidisciplinares e atividades gratuitas. Parcerias com organizações de outros setores, objetivando facilitar o acesso desses beneficiários a atividades como yoga, hidroginástica e fisioterapia são altamente recomendáveis. Esses investimentos resultam emeconomia relevante e são brutalmente menores que os gastos com ressarcimentos a hospitais. Nesse segmento, o atendimento domiciliar também deve ser considerado como ferramenta de gestão em saúde.

 

Aposta em atendimento eletrônico 

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou, no final de 2015, um ranking contendo as operadoras de planos de saúde mais reclamadas do país. O curioso é observar que a maior parte das queixas se refere a mau atendimento. E não dá mesmo para negar: as equipes de call center das operadoras (que costumam ser terceirizadas) não possuem conhecimentos suficientes para orientar adequadamente o usuário. Se a capacitação dos profissionais que representam as operadoras diante de seus beneficiários é baixa, não é de se espantar que o resultado dessa conjunção seja desastroso — e ainda custa caro!

Uma alternativa para sair da lista negra da ANS e simultaneamente reduzir custos operacionais é investir em TI em saúde para criar novos canais de diálogo com os beneficiários. Uma ótima solução se refere às técnicas usadas no SAC 2.0, que podem ser estendidas a agendamentos, consultas a informações financeiras, resultados de liberações de exames e assim por diante. O SAC 2.0 emprega a inteligência artificial para tornar o velho atendimento eletrônico das empresas muito mais dinâmico e humanizado.

É uma revolução em relação aos antigos FAQs, que quase nada solucionam, já que são o resultado de algoritmos complexos, técnicas estatísticas e linguagem de máquina para criar uma espécie de robô capaz de responder aos mais diversos questionamentos de maneira mais assertiva e adequada, tudo por meio do site da empresa. O custo de implantação dessa ferramenta apresenta um altíssimo retorno sobre o investimento, uma vez que as despesas serão contrapostas pela redução permanente nos custos com pagamento de empresas de contact center ou manutenção de equipe interna.

 

Implementação de um sistema de gestão 

Fundamental para a gestão em saúde de excelência, um software de saúde organiza e controla os processos administrativos, financeiros e gerenciais das operadoras. Sistemas como esse simplificam atividades comerciais, de gestão de contratos e beneficiários, processamento e auditoria de contas, autorização de procedimentos e gestão financeira. Centralizando os dados, é possível ter uma visão mais clara do cenário financeiro da instituição, até porque essas soluções de TI para operadoras de planos de saúde também possuem módulos de monitoramento de tendências e indicadores de desempenho, gerenciamento de projetos e planos de ações.

Vale lembrar também que um sistema para operadoras de planos de saúde evita pagamentos indevidos nos comissionamentos, controla inconsistências nos dados enviados à ANS (evitando multas), além de assegurar a aplicação correta dos reajustes e nas épocas exatas, evitando perda de recursos por falha humana.

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