21 / Agosto / 2018

Integração RIS e PACS traz eficiência à medicina diagnóstica

Integração RIS e PACS

Sistemas integrados criam plataforma única para acesso às imagens e outros dados do paciente, promovendo redução de custos, mas também ampliação da qualidade da assistência

 

Desafios decorrentes do uso de multiplataformas não são novidade para gestores de centros de medicina diagnóstica. À medida que a adoção de tecnologias amadurece, surgem novas atividades na rotina dos profissionais. Para garantir a eficiência dos processos, em especial da produção de laudos, e entregar a qualidade exigida ao diagnóstico, torna-se primordial que os sistemas conversem entre si, ou seja, que se promova a integração RIS e PACS.

O banco de dados do Sistema de Informação em Radiologia (Radiology Information System, o RIS) pode ser integrado ao Sistema de Comunicação e Arquivamento de Imagens (Picture Archiving and Communication System, o PACS), principal solução de armazenamento de imagens disponível em medicina diagnóstica. Essa integração possibilita um registro único do paciente, tornando o gerenciamento das imagens mais assertivo ao ser combinado a outros dados clínicos. Além disso, o PACS permite que os dados sejam cruzados e as imagens manipuladas mesmo a partir de acesso remoto. A integração com o RIS consolida essa base, criando um registro de acesso universal para que radiologistas possam consultar dados sem ter de sair de um sistema e ingressar em outro.

A operação conjunta dos sistemas ainda promove redução dos custos em decorrência de vários fatores, desde a substituição de filmes radiográficos por imagens digitais até o aumento da eficiência operacional. Com soluções integradas, o tempo de espera do paciente diminui, assim como aquele investido pelo corpo clínico na assistência. Com a opção do armazenamento dos dados por meio da computação em nuvem, a economia é ainda maior ao se extinguir espaços físicos para data centers ou mesmo arquivos de filmes e laudos impressos.

 

Impacto para o paciente

A integração RIS e PACS, portanto, contribui para o funcionamento eficiente do serviço de radiologia digital, mas também é responsável por melhorar a sua qualidade. A formação de uma base de conhecimento dos pacientes atendidos, por exemplo, além de agilizar o fluxo de laudos, torna o diagnóstico mais assertivo ao permitir uma análise ampla do quadro de saúde, com imagens de exames e dados clínicos combinados.

A interoperabilidade das soluções ainda favorece a formação de uma cultura organizacional de protocolos bem definidos, com padrões de atendimento consolidados. Isso se torna bastante útil quando a liberação de raio-X é necessária dentro de um tempo curto em razão de uma eventual emergência, por exemplo. Possuir processos bem definidos traz mais uniformidade ao tratamento das informações e mais fluidez ao funcionamento da instituição, otimizando seu desempenho.

Portanto, investir na integração RIS e PACS vai além de tornar a instituição mais eficiente ou reduzir seus custos. Trata-se, sobretudo, de impactar a qualidade dos serviços. Basta imaginar uma situação de emergência em que o paciente tenha de ingressar no centro cirúrgico. Ter reunidos os dados cadastrais, clínicos e de exames na mesma plataforma é crucial para um atendimento com rapidez e qualidade. A importância de garantir que todas as informações necessárias estejam disponíveis e acessíveis para serem consultadas fica, então, muito mais evidente.

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