17 / Março / 2020

Maturidade da gestão de processos do faturamento hospitalar: análise do bloco velocidade do processamento do faturamento

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Conteúdo produzido por ICSF. 

Em nosso post anterior explicamos como o faturamento é um dos processos mais cruciais da gestão hospitalar, já que dele depende a sustentabilidade de todo o negócio. Ele envolve inúmeras complexidades, evidenciadas por indicadores que, quando monitorados e avaliados, podem demonstrar a necessidade de rever a forma de administrar alguns aspectos ou a totalidade da instituição. 

No primeiro webinar promovido pela Universidade MV em parceria com o Instituto do Conhecimento e do Saber Fazer (ICSF) explicamos como identificar o nível de maturidade do processo de faturamento hospitalar, que indica oportunidades de melhorias a fim de contribuir na redução de glosas, aumento de faturamento e de produtividade e na potencialização do uso do sistema de gestão integrado.

 

O modelo permite analisar o nível de maturidade da gestão de faturamento de uma instituição de saúde, enquadrando-a em um dos seguintes estágios:

  • Inadequado;
  • Insuficiente;
  • Em evolução;
  • Adequado.

O Diagnóstico, que está disponível no site da UMV, considera sete blocos a serem avaliados:

  • Velocidade do processamento do faturamento;
  • Qualidade do processamento do faturamento;
  • Nível de informatização;
  • Geração de receita/fluxo de caixa ou efetividade do faturamento;
  • Padronização de processos;
  • Cultura de gestão por resultados e metas;
  • Capacitação de profissionais.

Hoje, vamos entender quais elementos estão contidos no bloco Velocidade do processamento do faturamento e como ações tomadas na perspectiva deste bloco trazem resultados para toda a gestão do processo.

No Faturamento Convênios, podemos considerar os seguintes elementos pertencentes a esse bloco:

  • Quantidade de itens lançados, manualmente, na conta hospitalar;
  • Percentual de contas hospitalares faturadas dentro do mês de alta do paciente;
  • Gestão de conta hospitalar de internação de longa permanência;
  • Tempo de entrega do prontuário no setor de faturamento após a alta do paciente;
  • Quantidade de vezes que o prontuário do paciente é ajustado pela equipe multiprofissional de saúde;
  • Existência da gestão de autorizações de procedimentos;
  • Existência da gestão de consumo de OPME;
  • Padronização de formulários utilizados pela equipe multiprofissional de saúde.

Agora, quando pensamos na Gestão de Processos do Faturamento SUS, temos os seguintes elementos

  • Quantidade de itens lançados, manualmente, na conta hospitalar;
  • Percentual de contas hospitalares de pacientes com alta faturadas dentro do mês da competência;
  • Tempo de entrega do prontuário no setor de faturamento após a alta do paciente;
  • Quantidade de vezes que o prontuário do paciente é ajustado pela equipe multiprofissional de saúde;
  • Existência da gestão de consumo de OPME;
  • Padronização de formulários dos registros assistenciais utilizados pela equipe multiprofissional de saúde;
  • Gerenciamento das atualizações do SCNES;
  • Ocorrências de profissional não cadastrado no SCNES.

Os elementos considerados acima estão integrados aos PROCESSOS, à TECNOLOGIA e às PESSOAS que, combinados, corroboram para o alcance da Transformação Digital nas instituições de saúde hospitalares. Para exemplificar, podemos citar o seguinte:

PROCESSOS

Vários dos elementos citados acima, seja da Gestão de Processos do Faturamento SUS ou do CONVÊNIOS, estão relacionados com os processos da instituição de saúde.

É imperiosa a organização e padronização de processos e o seu monitoramento para que as atividades sejam executadas na íntegra e segundo a sua padronização.

TECNOLOGIA

O elemento Quantidade de itens lançados na conta hospitalar manualmente busca identificar o quanto a instituição está informatizada. Existem sistemas que permitem o lançamento automático de todos os itens faturáveis decorrentes do atendimento médico-hospitalar: Folha de gasto do centro cirúrgico, Prescrição - materiais e medicamentos, Honorários médicos, Honorários de outros profissionais de saúde (fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo etc.), Dietas enterais e parenterais, Hemoderivados, Exames de imagem, Exames laboratoriais, Diárias, Taxas (Taxas pelo uso de equipamentos nos setores de internação, Taxas pelo uso de equipamentos no centro cirúrgico, Taxas de gasoterapia nos setores de internação, Taxas de gasoterapia no centro cirúrgico), Procedimentos gerenciáveis (Pacotes de procedimentos), OPME.

Portanto, quanto maior for o nível de informatização da instituição de saúde, maior será a velocidade do faturamento.

PESSOAS

Algumas instituições já perceberam que não adianta ter a melhor tecnologia e a excelência na organização e padronização de processos se as pessoas que utilizam essa tecnologia e executam esses processos não estão preparadas adequadamente.

Os profissionais de qualquer segmento, público ou privado, necessitam de capacitação de forma permanente.

É preciso capacitar nas tecnologias!

É preciso capacitar nos processos!

É preciso capacitar nos fundamentos e nas regras de negócios que abarcam a instituição de saúde!

Assim, podemos indicar que quanto maior forem o nível de informatização com a plena utilização da tecnologia; a padronização de processos com a sua correta execução e a capacitação dos profissionais de forma continuada, maior será a Velocidade do processamento do faturamento que tem relação direta com, por exemplo:

  • geração de entradas no caixa em menor tempo possível;
  • redução de custos com retrabalhos desnecessários;
  • faturamento adequado;
  • redução de glosas.

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