01 / Maio / 2017

Prontuário Eletrônico do Paciente: conheça as vantagens para hospitais pequenos e médios

PEP

O Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) capaz de registrar, armazenar e disponibilizar, em tempo real, informações sobre o paciente e seu tratamento, representa um enorme potencial em diversas pontas, da melhoria do atendimento à redução de custos.

Já realidade em alguns grandes hospitais brasileiros, o PEP ainda não é visto em diversas organizações de pequeno e médio porte, seja por falta de conhecimento do sistema, seja por uma percepção equivocada de sua implementação.

A implantação de prontuários eletrônicos no Sistema Único de Saúde (SUS) foi prevista na portaria do Ministério da Saúde (2.400/2011), que determina que todas as Unidades Básicas de Saúde do País adotem prontuários eletrônicos do paciente, sob pena de corte de repasses. Embora a determinação seja de 2011, em 2016 houve um reforço da medida pelo Governo Federal. Apesar da determinação, muitas UBSs ainda não conseguiram implantar.

Conhecer o sistema e os benefícios do PEP são essenciais para esclarecer o assunto. Então, vamos retomar o que é o sistema:

 

O que é o PEP

O PEP é estimulado mundialmente pela Healthcare Information and Management Systems Society (HIMSS), associação focada em estimular a TI em Saúde. Na prática, ele nasceu no Brasil em 2002, quando o Conselho Federal de Medicina (CFM) definiu suas principais características. O recurso permite ao profissional de Saúde incluir no sistema as informações sobre o paciente, e estas podem ser compartilhadas entre clínicas, laboratórios e outras unidades.

A função primordial da ferramenta era melhor racionalizar a rotina administrativa, agilizando processos internos e evitando desperdício de recursos. Com o tempo, contudo, mercado e academia perceberam que os benefícios também dão conforto e segurança ao paciente. Afinal, as informações registradas podem ser acessadas por médicos, enfermeiras e técnicos de forma a oferecer diagnósticos e tratamentos contextualizados. Seja em consultas, seja em intervenções, esses profissionais tornam-se mais capazes de tomar decisões tendo à mão um histórico compreensivo.

O PEP sofre evolução constante e, hoje, é um software escalável, podendo ser adaptado à realidade operacional da instituição de Saúde. Sua interface é amigável - auxiliando muito no processo de adoção ao demandar menos tempo de treinamento por parte dos funcionários. Também, as informações coletadas podem ser guardadas na nuvem de forma segura, garantindo que os profissionais tenham acesso aos dados em tempo real até fora das instalações de Saúde.

A digitalização atinge, do consumo à saúde, todas as dimensões das nossas vidas, e o prontuário eletrônico é um dos recursos eletrônicos que fazem parte dessa movimentação. Para hospitais de pequeno e médio porte, será uma das alternativas cada vez mais certeiras para enxugar custos e melhorar atendimento. Veja vantagens mais específicas para o grupo:

 

Vantagens do PEP

  • Segurança do paciente

O PEP, como uma ferramenta de inteligência clínica, é capaz de auxiliar na segurança do paciente. Isso porque a solução pode ajudar a personalizar cuidados, ao apontar possíveis alergias e, assim, evitar o uso de certos medicamentos. Por exemplo: durante uma consulta, o médico pode recuperar dados precisos do paciente para guiar o tratamento conforme a evolução do quadro. Já técnicos e enfermeiros podem evitar prescrever medicamentos que já causaram alergias e outras reações.

  • Controle epidemiológico

O PEP pode, ainda, ajudar no controle epidemiológico de uma região. A partir da análise dos dados de atendimentos e diagnósticos, a solução pode selecionar pacientes por enfermidades e mapear regiões de onde vêm os pacientes com determinada doença. Esses dados permitem a identificação precoce de epidemias.

  • Acesso ao histórico médico

Para o corpo clínico, ter acesso ao PEP significa ter todo o histórico clínico do paciente em poucos cliques e com mais clareza. Isso permite um atendimento mais ágil e personalizado, diminuindo a chance de erro de procedimento e medicação na rotina hospitalar.

  • Solução adaptada à realidade da instituição

Por ser escalável, o PEP é montado conforme as necessidades de cada unidade. Um hospital com 50 leitos e outro com mais de mil, por exemplo, têm demandas diferentes, que são consideradas. A funcionalidade básica sempre está presente, mas alguns sistemas permitem recursos avançados de gestão - por exemplo, que líderes acompanhem o desempenho de seus profissionais.

  • Redução de custos

A racionalização de custos envolve diversas áreas. O prontuário eletrônico possibilita desde a redução do desperdício de medicamentos que seriam prescritos de forma redundante à diminuição do uso de materiais de escritório, como papel, impressão e pastas.

  • Mais produtividade e trabalho conjunto

Os profissionais perdem menos tempo na busca de informações do paciente e exames que, com o PEP, estão centralizadas. Isso dá a eles mais capacidade de atendimento. E, como as informações estão em rede, é possível compartilhá-las de forma segura com outros profissionais, abrindo portas para diagnósticos conjuntos e remotos.

 

O que se atentar durante a implantação

A implantação de um sistema PEP é um momento importante para as instituições de Saúde, que devem se atentar a alguns pontos, como: a solução atende às necessidades correntes da unidade? Pode ajudar na segurança do paciente? Ela é adequada à estrutura e ao porte? É chancelada, tendo, por exemplo, a certificação da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (Sbis) e do CFM?

Sua implantação pode levar alguns meses, requerendo, portanto, planejamento e amplo diálogo entre os gestores da entidade de Saúde, departamento de TI e a equipe técnica, de forma a evitar falhas de comunicação que comprometam o projeto. Obter multiplicadores de conhecimento - colaboradores que sejam referência no assunto para fornecer apoio ao restante da equipe - também é importante durante a implantação. Há, também, uma demanda de infraestrutura para a ferramenta, como computadores e conexão de rede que atendam requisitos mínimos.

Feitas as considerações, o hospital está pronto para um passo importante rumo à melhoria de seus serviços e sua gestão. Também é uma etapa crucial da digitalização, que pode ser aprofundada certificando-se e obtendo o reconhecimento do HIMSS.

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