30 / Janeiro / 2019

Radiologia digital: o que muda para o paciente e para a gestão

radiologia digital

Tecnologia auxilia no aumento da sustentabilidade da instituição ao mesmo tempo em que otimiza processos, diminui custos e aumenta a segurança e satisfação do paciente

 

A evolução da tecnologia na Saúde possibilita avanços constantes na medicina diagnóstica, como é o caso da radiologia digital, que permite uma maior integração entre os sistemas de diagnóstico e o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), por exemplo. Esse modelo diminui gastos e facilita a visualização dos exames, possibilitando, assim, um diagnóstico por imagem mais assertivo e rápido.

A radiologia digital difere da tradicional em muitos aspectos, a começar pela forma como é feita a captação da imagem: utilizando sensores de raio-x digitais no lugar dos tradicionais filmes radiográficos. O método exclui o uso de vários produtos químicos para a impressão das imagens. A imagem é projetada diretamente no computador e pode ser acessada imediatamente via PEP, por exemplo. 

John Paul Hempel Lima, professor e coordenador do MBA em Health Tech da Fiap, usa o exemplo dos filmes fotográficos para explicar a evolução tecnológica envolvida na digitalização de exames. "A modalidade consiste na troca das antigas ‘chapas’ ou filmes radiográficos por sistemas digitais de captura de imagens. É como os antigos filmes de nossas máquinas de fotografia, substituídos pelas versões digitais." 

O especialista lista, ainda, os principais impactos da digitalização de imagens radiográficas para o paciente: 

  • Diminuição de resíduos: antes era preciso revelar o filme usando produtos químicos. A radiologia digital acaba com essa necessidade de utilizar a química para se executar o exame, já que este é diretamente enviado para o profissional de maneira digital; 
  • Melhoria no armazenamento das informações: é como guardar uma foto no celular e uma em papel. Este último pode ser amassado ou mesmo perdido, impossibilitando o acesso aos dados - o que não acontece com a imagem digitalizada; 
  • Rapidez na geração da imagem: é praticamente instantânea, o que economiza tempo de revelação, além de permitir correções na postura e parâmetros do exame pelo radiologista em tempo real. Essas características tornam o diagnóstico mais preciso e rápido, aumentando a segurança do paciente. 

Para o professor, a técnica necessita de cuidados. "A radiologia não é considerada invasiva, independente da forma. A quantidade de radiação costuma ser semelhante nos dois casos também, embora um pouco menor no exame digital." 

Apesar de a tecnologia ter um custo considerável na aplicação, o especialista garante que os benefícios são compensadores tanto para a gestão quanto para os pacientes. "O investimento em um sensor para transformar o exame em digital costuma ser caro, o que gera demora na incorporação pelos sistemas de Saúde Pública, em especial. Contudo, por não usar reagentes químicos, sala de revelação, mão de obra para esse processo, a digitalização de exames tende a ser potencialmente bem mais vantajosa financeiramente. A substituição da forma antiga pela digital é irreversível, como ocorreu com as máquinas fotográficas." 

Gestão 

Além da redução de custos, a modalidade também diminui a emissão de poluentes, já que os reagentes químicos são aposentados com a adoção da radiologia digital. O especialista aponta também a melhora na satisfação dos pacientes, pois o processo se torna muito mais rápido e traz mais segurança. "Quanto melhor a resolução do sensor, maior poder de discriminação. Com mais informações contidas nas imagens, sistemas automatizados com inteligência artificial poderão auxiliar com mais precisão o diagnóstico, aumentando a eficácia e a assertividade para o tratamento.

Essa nova modalidade de exame, também contribui para a obtenção de processos clínicos mais otimizados, ou seja, a partir da integração dessa tecnologia com o prontuário eletrônico, por exemplo, é possível fazer um novo planejamento clínico e, a partir daí, desenhar procedimentos mais inovadores, que certamente vão aumentar a satisfação tanto dos profissionais, que terão mais segurança para fazer o diagnóstico mais preciso, quanto dos pacientes, que acompanharão mais de perto todo o processo, evitando esperas desnecessárias. Essas mudanças reduzem filas, contribuindo para minimizar a superlotação de hospitais, clínicas e laboratórios, já que o procedimento acontece de maneira mais fluida. 

Para a implementação da radiologia digital, o especialista garante que não é necessário adquirir um novo aparelho, que custaria muito mais caro. Aparelhos de raios-X convencionais podem ser convertidos em digitais pela aquisição do sensor. Ele é conectado a um computador que faz a leitura dos dados e geração da imagem. A mesma pode então ser armazenada digitalmente por meio do do Sistema de Arquivamento e Comunicação de Imagens (Picture Archiving and Communication System - PACS), impressa ou colocada na nuvem, chegando ao médico de uma maneira muito mais rápida e eficaz.

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