10 / Março / 2016

Entenda mais sobre a radiologia e a facilitação dos processos médicos

radiologia

A radiologia, técnica de visualização por imagens utilizada para diagnosticar e facilitar tratamentos médicos, é hoje o principal recurso de saúde para a consolidação da situação clínica de um paciente. Descoberta por acaso, durante uma ação experimental do físico alemão Wilhelm Conrad Roentgen, em 1895, o uso da energia eletromagnética na medicina diagnóstica acabou se expandindo, a ponto de se tornar a base para a criação de novas tecnologias. É o caso da angiografia cerebral, da tomografia linear, da geração de imagens por meio de tomografia computadorizada por emissão de fóton (SPECT) e, por fim, da famosa ultrassonografia, que se tornou bastante comum a partir de 1966.

Como consequência de todo esse arsenal de novos instrumentos de medicina nuclear, proporcionou-se ao profissional de saúde a facilitação da análise de tecidos e aparelhos internos, assim como de disfunções neurológicas, a verificação de anomalias cardiorrespiratórias e, mais recentemente, o tratamento oncológico por meio da radiação. Tudo sobre radiologia começa a partir dessas inovações. Quer saber mais? Então continue acompanhando a história da radiologia no nosso post de hoje! Veja:

Como foi o desenvolvimento dessa evolução?

A verdade é que, depois dessa acelerada estreia, o processo de obtenção das imagens radiográficas permaneceu estático durante muitas décadas. Nesse período, a ciência trouxe apenas algumas evoluções discretas, como a utilização de filmes mais sensíveis e o surgimento de aparelhos de raio-X mais modernos, seguros e com melhor resolução. Somente no início dos anos de 1970, com o surgimento da tomografia computadorizada, vislumbrou-se a possibilidade do uso de imagens digitais no diagnóstico. Abria-se, aí, uma nova perspectiva na medicina diagnóstica e na facilitação dos processos médicos.

Nos dias de hoje, a maioria dos hospitais, dos centros de diagnóstico e dos setores de diagnóstico por imagem incorporou em seus procedimentos internos o uso da digitalização, levando mais segurança ao paciente, mais rapidez na geração de imagens e de laudos, além de diagnósticos muito mais precisos.

O que a radiologia digital trouxe à medicina diagnóstica?

Em um ambiente de competitividade altíssima, de extrema pressão dos órgãos reguladores pela redução de erros médicos e pela melhoria da exatidão dos diagnósticos (além da necessidade de reduzir custos e dar maior dinamismo à rotina hospitalar), o setor de saúde simplesmente não pode mais abrir mão da chamada saúde digital. E é aí que entra a radiologia digital.

A radiologia digital abriu as portas para novas tecnologias, capazes de atuar não só na identificação como no efetivo tratamento de tumores, na fragmentação de cálculos renais, na análise de anomalias em tecidos ou órgãos, na avaliação de avanços de ferimentos internos e em muitas outras situações igualmente relevantes, tornando-se essencial à assistência eficiente dos pacientes.

Como funciona a geração de imagens?

A radiologia digital consiste, em linhas gerais, na representação de imagens no formato digital, o que significa transferir, armazenar e tratar essas imagens via computador. Para que o software processe tais imagens geradas, é preciso que elas sejam digitalizadas, ou seja, fragmentadas em pequenos quadrados em forma de grades milimétricas (chamados pixels). Cada pixel equivale a um determinado valor convertido na escala de raios-X equivalente. A nitidez da imagem capturada depende da quantidade de pixels que a forma. Assim, quanto maior for esse número, maior é a clareza de quem vê.

Quais benefícios a radiologia digital traz à dinâmica hospitalar?

Agora vamos à parte realmente prática! Quer saber quais são os maiores benefícios proporcionados pela radiologia digital à dinâmica hospitalar? Então acompanhe:

Aumento de produtividade

A simples implementação da tecnologia digital em substituição aos procedimentos analógicos já aumenta significativamente a produtividade da equipe de radiologia. Isso, por si só, já eleva o retorno sobre o investimento da TI em saúde, resultando não somente na melhoria da qualidade da prestação de assistência à saúde do paciente, com também na melhoria da saúde financeira da instituição. Por isso é que despesas com esse tipo de atualização devem ser consideradas investimentos e não gastos.

Maior exatidão nos diagnósticos

De acordo com levantamento publicado pela Revista Saúde News, a mamografia digital aumenta em até 21% a sensibilidade da detecção de câncer de mama, apresentando como melhoria em relação à técnica convencional, sobretudo, a qualidade da imagem. Contar com esse tipo de sistema de informação em saúde pode ser o grande diferencial entre salvar e perder uma vida.

Redução de custos

Com a implementação de softwares ligados à radiologia digital, normalmente se registra uma redução considerável no descarte de materiais. E esse benefício precisa ser contabilizado em termos de redução de custos e também no que se refere à sustentabilidade.

Maior segurança aos pacientes

Além da radiologia digital minimizar a necessidade de repetição de exames, consequentemente reduzindo a incidência de radiação no organismo do paciente, o detalhe mais importante com relação à segurança dos pacientes é que a radiologia digital comprovadamente reduz de 50 a 80% a dose de exposição do paciente à radiação ionizante.

Melhora na qualidade da imagem

Os softwares ligados à radiologia digital, como o sistema de arquivamento e distribuição de imagens (PACS) consolidam a leitura precisa das imagens por meio de recursos como contraste, brilho, zoom e histogramas, além do maior número de formatos de arquivos para armazenamento das imagens. Estudos comprovam que a possibilidade de tratamento computadorizado das imagens geradas pode resultar na melhora de até 70% no que se refere à qualidade de visualização em comparação às técnicas analógicas.

Tudo isso funciona na prática?

Um exemplo do sucesso da radiologia digital para a facilitação dos processos, a redução de erros médicos, o aumento na velocidade de atendimento e a redução de custos hospitalares pode ser dado pelo Hospital 9 de Julho, em São Paulo, uma das mais importantes instituições de saúde privada do país. Desde 2009, o hospital aprofundou seus investimentos em Tecnologia da Informação em saúde, com destaque para o processo de modificação completa da estrutura de seu Centro de Diagnóstico por Imagem, que migrou dos procedimentos analógicos para a excelência de resultados do universo digital.

Os principais obstáculos da instituição (como demora na obtenção de laudos, dificuldades para recebimento de opiniões clínicas de mais de um especialista, limitação da exatidão diagnóstica pela dificuldade na comparação de exames, altos de custos com revelação e perda de imagens impressas, dentre outros) ficaram perdidos no passado depois da implantação e da devida integração entre soluções RIS (software de gestão que automatiza todo o fluxo de trabalho em uma clínica radiológica) e PACS (sistema de armazenamento e comunicação de imagens). Cinco anos após a implementação, o Hospital 9 de Julho registrou um aumento de 36% no número de exames, que saltou de 850 mil para 1,3 milhão anualmente.

Como você viu, em quase 120 anos, a radiologia evoluiu imensamente. Sobrepuseram-se novos filmes, novos equipamentos e, por fim, novas tecnologias, que substituíram a necessidade dos filmes radiográficos por um conjunto de placas de circuitos sensíveis aos raios-X, gerando uma imagem digital de alta qualidade e permitindo seu envio diretamente para o computador, na forma de sinais elétricos. A partir dali, softwares poderosos foram desenvolvidos para tratar essas imagens, resultando em muito mais eficiência, menor chance de erros, maior rapidez na geração de laudos (alguns inclusive são gerados pela transcrição da fala, por meio de recursos de reconhecimento de voz) e, o mais importante, maior qualidade na prestação de assistência à saúde. Nos dias de hoje, a radiologia diagnóstica e a radiologia intervencionista são fundamentais na identificação, no tratamento e na cura de inúmeras enfermidades.

Agora que você já sabe praticamente tudo sobre radiologia e sua utilidade na medicina diagnóstica, aproveite para conferir também o que você precisa saber antes de optar pela radiologia digital!

 

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