23 / Setembro / 2015

10 erros que você precisa evitar na gestão da medicina diagnóstica

medicina diagnóstica

Overdose de medicamentos ou erros na técnica cirúrgica geram um impacto imediato sobre a saúde e, por isso, ficam mais claros para o paciente, seus familiares e a própria equipe médica. Mas, na verdade, essas não são as falhas que mais ocorrem nos serviços de saúde. As falhas relacionadas aos diagnósticos — errados, não realizados ou tardios — são as mais comuns na prática médica e as que mais impactam a saúde do paciente, embora muitas vezes passem despercebidas e não sejam resolvidas.

São vários os erros de gestão que podem atrapalhar o funcionamento da medicina diagnóstica e contribuir para a ocorrência dessas falhas, colocando a vida dos pacientes em risco. Por isso selecionamos os 10 principais erros que você precisa evitar na gestão da medicina diagnóstica para ter um setor mais eficiente. Confira!

Atrasos na comunicação entre os setores

Às vezes, o exame já foi realizado e até laudado, mas o médico que aguarda o resultado não sabe disso e acaba tomando decisões sobre o tratamento sem essas informações. A gestão da medicina diagnóstica deve, portanto, acelerar a comunicação desse setor com o restante do hospital. O médico deve ser informado assim que o exame estiver pronto. Isso é possível, por exemplo, por meio da instalação de um sistema PACS (Picture Archiving and Communication System), que permite a distribuição e o armazenamento das imagens, oferecendo acesso universal a esses dados.

Inconsistência dos serviços

Se você pede um raio-X durante o turno da manhã, ele é realizado no máximo em uma hora. Já no turno da noite, o mesmo exame pode demorar três ou quatro horas para ficar pronto, o que pode prejudicar o tratamento do paciente. É preciso que os serviços da medicina diagnóstica sejam consistentes e confiáveis, independente do turno, dos técnicos responsáveis e dos funcionários de plantão, com todos na equipe estando treinados e capacitados para oferecer um serviço da mais alta qualidade e eficiência.

Falha médica

Imagens de baixa resolução, em ângulos difíceis ou sobrepostas podem dificultar a visualização de uma alteração e a realização do diagnóstico correto pelo médico radiologista. Por isso, é preciso garantir que o software de processamento de imagens é o melhor possível, oferecendo todas as ferramentas para que o radiologista faça o diagnóstico correto. Um visualizador ideal contará com visão comparativa, fusão de imagens, reconstrução 3D/4D e planos ortogonais, entre outras funcionalidades.

Dificuldade de acesso aos resultados

Se o médico não tem acesso ao resultado do exame, de nada adianta ele ter sido feito. O ideal é que o exame esteja disponível em qualquer computador, tablet ou smartphone, dependendo apenas de uma boa conexão com a internet para ser acessado. Assim, não é necessário que alguém perca tempo tendo que ir ao setor de medicina diagnóstica para buscar os resultados e só então levá-lo ao médico.

Emissão lenta de laudos

Com a digitalização dos exames, a emissão do laudo se torna a etapa mais lenta de todo o processo. Para agilizar, é possível usar um sistema de reconhecimento de voz, que permite que o laudo seja ditado pelo radiologista e já esteja pronto. Como o tempo de fala é bem menor do que o tempo que seria gasto digitando, o laudo fica pronto mais rápido e livre de erros de digitação. Além disso, se o software do setor de medicina diagnóstica permite que as imagens estejam disponíveis em qualquer aparelho eletrônico, não é necessário que o radiologista esteja no hospital para emitir o laudo.

Ausência de gestão de qualidade

Como anda o funcionamento do setor de medicina diagnóstica? Quantos exames são realizados por mês? Qual o exame mais comum? Qual o tempo de espera para realização de exames? O que é possível fazer para melhorar o atendimento? Será que é necessário comprar mais um aparelho de raio-x? Ou está na hora de contratar mais um técnico? Tudo isso pode ser respondido pela análise das informações obtidas num bom sistema de gestão. O sistema emite automaticamente relatórios, gráficos e estatísticas que analisam tudo sobre o setor de medicina diagnóstica e melhoram o serviço oferecido aos pacientes.

Demanda acima da capacidade de produção

A demanda de exames dentro de um hospital costuma ser enorme, mas não pode, de forma alguma, superar a capacidade do setor de medicina diagnóstica, já que a realização dos exames no momento certo é crucial para o bem-estar do paciente. Além disso, se o serviço consegue funcionar sem correria, previne-se a sobrecarga dos funcionários e a ocorrência de falhas humanas.

Equipe desmotivada para as mudanças

Muitas vezes, as ideias para melhoria do setor de medicina diagnóstica são muitas, mas não conseguem se concretizar. Isso pode ocorrer pela desmotivação da equipe em aceitar e apreciar as mudanças. É preciso estimular todos na equipe a encontrarem os erros nos processos diagnósticos e a solucioná-los, deixando claro quais são os benefícios que essas mudanças trarão, tanto para a própria equipe quanto para os pacientes.

Uso de sistemas não certificados

Como saber se um sistema de gestão é realmente bom? A certificação por uma instituição de renome é uma das melhores formas de se confirmar a qualidade de um serviço. No Brasil, temos a Anvisa, que monitora todos os softwares relacionados à saúde antes deles serem disponibilizados no mercado. Mas existem também instituições internacionais como o HIPPA (Health Insurance Portability and Accountability Act) e IHE (Integrating the Healthcare Enterprise), que certificam softwares para clínicas e hospitais em todo o mundo, garantindo sua eficácia.

Aversão à tecnologia

A substituição do filme pelos exames digitais reduz os custos com impressão, melhora a qualidade das imagens e do processamento, facilita o diagnóstico, aumenta a eficiência operacional e reduz o tempo da realização do exame até a emissão do laudo. Portanto, não há porque lutar contra a evolução tecnológica da medicina diagnóstica. Além de todas essas vantagens, os recursos economizados ainda podem ser direcionados para outros investimentos em tecnologia, como na equipe de TI e na instalação de softwares.